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Bets deixam clubes e federações diante de desafio financeiro após proibição no Brasil
Publicado 28/09/2026 • 16:13 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 28/09/2026 • 16:13 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
A proibição das casas de apostas no Brasil deve provocar impactos no futebol e em outros segmentos do esporte, principalmente pela presença das bets em contratos de patrocínio, publicidade e projetos comerciais. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Moisés Assayag, especialista em finanças corporativas, avaliou que o efeito será amplo e ainda não pode ser dimensionado com precisão.
Segundo estimativas, os acordos das casas de apostas com clubes se aproximam de R$ 1,4 bilhão. O impacto, porém, vai além das equipes: federações também comercializam propriedades de campeonatos, transmissões, conteúdos digitais e outros projetos vinculados às marcas do setor.
Para Assayag, o principal problema está na falta de um período de transição. O especialista defendeu que uma mudança dessa dimensão deveria contar com tempo para adaptação dos contratos e das estruturas financeiras dos clubes. Na avaliação apresentada durante a entrevista, a alteração com efeitos imediatos dificulta a busca por novas fontes de receita.
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Siga o Times | CNBCO especialista também destacou que não é possível medir o impacto apenas pela média de participação das bets nas receitas dos clubes. Segundo ele, há equipes sem exposição direta às casas de apostas e outras nas quais essa receita representa até 15% do faturamento. A diferença se torna ainda mais relevante para clubes que já operam com déficit ou margem financeira reduzida.
Outro ponto citado é a estrutura de custos do futebol. Clubes possuem contratos de longo prazo com jogadores e comissões técnicas, o que limita a possibilidade de reduzir despesas na mesma velocidade em que uma fonte de receita desaparece.
Assayag também afirmou que o impacto não ficará restrito aos clubes. Competições, federações e veículos de mídia que possuem contratos comerciais com empresas do setor também deverão buscar alternativas para substituir essas receitas.
Diante do cenário, o especialista avaliou que a judicialização tende a fazer parte do processo de adaptação. Para ele, a ausência de um período de transição pode aumentar a insegurança jurídica e dificultar a reorganização financeira do esporte.
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