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Uefa ameaça levar Infantino à Justiça e manda preservar provas sobre plano da Fifa
Publicado 02/08/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 02/08/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A Uefa elevou a pressão sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino, e informou que avalia medidas judiciais relacionadas ao projeto que previa abrir parte das operações comerciais da entidade a investidores privados.
Em uma carta enviada a Infantino na sexta-feira (31) e obtida pelo jornal britânico The Telegraph, a entidade que comanda o futebol europeu exige que documentos, mensagens e outros registros relacionados à Fifa Forward Enterprise (FFE) sejam preservados diante da possibilidade de uma disputa judicial.
O documento também foi direcionado a pessoas e empresas envolvidas no projeto, entre elas Joshua Kushner, Greg Maffei, JP Morgan e OpenEconomics.
Segundo a carta, a Uefa está “avaliando ativamente medidas legais, arbitragem e/ou denúncias regulatórias” relacionadas à proposta.
A notificação determina que Infantino e a Fifa identifiquem e preservem os materiais relacionados ao projeto, inclusive informações armazenadas eletronicamente. A entidade europeia alerta ainda que políticas internas de exclusão ou destruição de documentos não devem ser aplicadas a esse conteúdo.
Leia também: Uefa prepara ultimato e pode tentar destituir Infantino da presidência da Fifa
A FFE seria uma subsidiária controlada pela Fifa e concentraria operações comerciais e de eventos da entidade, incluindo atividades ligadas à Copa do Mundo.
A proposta previa levantar até US$ 4,2 bilhões com a venda de participações minoritárias a investidores externos, a partir de uma avaliação inicial de aproximadamente US$ 20 bilhões. A Fifa dizia que manteria o controle da empresa e todas as decisões esportivas e regulatórias.
Entre os potenciais investidores estava a Thrive Eternal, ligada a Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Greg Maffei, ex-presidente da Liberty Media, também atuava como consultor do projeto, enquanto o JP Morgan trabalhava como assessor financeiro.
A proposta provocou forte reação de entidades do futebol. A Uefa afirmou que a Copa do Mundo não poderia ser tratada como um produto de investimento e acusou a Fifa de apresentar uma mudança de grande impacto sem discussão suficiente com as federações nacionais.
Os 55 membros da Uefa chegaram a apoiar um boicote às competições organizadas pela Fifa caso o plano fosse levado adiante. Confederações de outras regiões também manifestaram preocupação com a governança da proposta.
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Siga o Times | CNBCDiante da pressão, Infantino retirou o projeto. A decisão ocorreu após críticas externas e questionamentos dentro da própria estrutura da Fifa.
Leia também: Blatter acusa Infantino de colocar interesses financeiros acima do futebol
Na carta, a Uefa afirma que, diante da possibilidade de um processo, os envolvidos têm a obrigação de preservar imediatamente documentos considerados relevantes.
A entidade pede que sejam mantidos registros relacionados à criação, negociação, financiamento e estrutura da FFE, além de comunicações entre dirigentes da Fifa, consultores e potenciais investidores.
Entre os nomes mencionados estão Arsène Wenger, chefe de desenvolvimento global do futebol da Fifa, Mattias Grafström, secretário-geral da entidade, e Kevin Lamour, diretor de operações.
A Uefa também solicitou que Infantino confirme, em até cinco dias, o recebimento da notificação e informe quem será responsável por garantir a preservação dos documentos dentro da Fifa.
O presidente da entidade também deverá comunicar caso tenha conhecimento de algum material relevante que já tenha sido apagado ou destruído.
A carta afirma que eventual desaparecimento de documentos depois da notificação poderá ser tratado como destruição de provas.
Infantino está à frente da Fifa desde 2016. A próxima eleição para a presidência da entidade está prevista para 2027.
Procurada sobre a carta, a Fifa não se manifestou.
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