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Reconhecimento facial pode ampliar receitas dos clubes, diz Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply

Publicado 01/09/2026 • 14:53 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Reconhecimento facial pode ajudar clubes a ampliar receitas ao integrar dados, serviços e programas de sócio-torcedor.
  • A tecnologia também reduz fraudes em ingressos e benefícios, como o uso indevido de meia-entrada.
  • Segundo o CEO da Imply, os dados gerados ajudam tanto na segurança quanto na tomada de decisões comerciais.

O uso de reconhecimento facial nos estádios pode ir além da segurança e ajudar os clubes a ampliar receitas, conhecer melhor o comportamento dos torcedores e fortalecer programas de sócio-torcedor, afirmou Tironi Paz Ortiz, CEO da Imply, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Ortiz, os dados gerados pela tecnologia permitem identificar frequência de visitas, hábitos de consumo e outras informações que ajudam os clubes a oferecer serviços e experiências de forma mais direcionada.

“Através dos dados você consegue ampliar os serviços e a experiência desse torcedor visitante”, afirmou.

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Dados ajudam a conhecer o torcedor

A tecnologia permite saber com que frequência uma pessoa vai ao estádio e, quando integrada a outros sistemas, entender parte de sua jornada dentro da arena, explicou o CEO.

Essas informações podem ajudar os clubes, por exemplo, a identificar torcedores que ainda não participam de programas de sócio-torcedor e direcionar produtos e serviços para esse público.

Na avaliação de Ortiz, esse conhecimento amplia as possibilidades comerciais dos clubes.

Fraudes também afetam receitas

Além do uso comercial dos dados, Ortiz destacou que o reconhecimento facial pode reduzir fraudes que provocam perdas financeiras.

Ele citou o caso de um clube atendido pela Imply em que, segundo ele, mais de 400 tentativas de uso de documentos falsos foram identificadas em um único dia durante o processo de compra de ingressos.

O executivo afirmou que ferramentas de inteligência artificial também são utilizadas para identificar documentos fraudados, inclusive em tentativas que usam a própria IA para alterar informações.

Em outro caso citado durante a entrevista, a tecnologia permitiu identificar pessoas que tentavam utilizar o benefício da meia-entrada sem ter direito ao desconto.

“Através do reconhecimento facial, a gente consegue evitar esse tipo de fraude, trazendo uma receita extra para o clube que até então não tinha”, disse.

Tecnologia pode fortalecer sócio-torcedor

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A integração do reconhecimento facial com sistemas de ingressos e programas de sócio-torcedor é outra frente apontada por Ortiz.

Depois do cadastramento biométrico, o ingresso pode ser associado à face do torcedor, permitindo que o acesso ao estádio seja feito por reconhecimento facial.

A tecnologia também pode ser integrada a sistemas de monitoramento e outras ferramentas utilizadas pelos clubes.

“Então aí a gente tem uma série de informações para a tomada de decisão, tanto para níveis de segurança como para trazer mais receita para o clube”, afirmou.

Segurança permanece como ponto central

Apesar das possibilidades comerciais, Ortiz ressaltou que a segurança continua sendo uma das principais aplicações do reconhecimento facial nos estádios.

Segundo ele, a tecnologia ajuda a combater o cambismo, a agilizar o acesso e a aumentar a segurança nas arenas.

A integração com sistemas de câmeras também pode auxiliar na identificação de fraudadores ou de pessoas procuradas pela Justiça, afirmou.

Próximo passo pode chegar aos pagamentos

Ortiz disse que novas aplicações já estão sendo testadas para integrar a biometria facial a outros serviços nas arenas.

Uma delas é associar um cartão de crédito à identidade facial do usuário, permitindo que a biometria também seja utilizada em pagamentos.

Segundo o CEO, a tecnologia pode permitir que uma pessoa acesse um evento e tenha a cobrança realizada no cartão previamente associado ao seu rosto.

Ortiz avalia que o Brasil e outros países da América Latina estão avançados na adoção do reconhecimento facial em estádios. Como exemplo, citou a implantação de um sistema de controle facial no estádio do Colo-Colo, no Chile.

“O sistema facial veio para ficar”, afirmou.

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