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São Paulo aprova acordo com Ticketmaster para reforçar caixa e aliviar crise financeira

Publicado 30/09/2026 • 18:12 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • São Paulo aprova acordo com a Ticketmaster que prevê R$ 140 milhões em recursos para o clube.
  • A parceria envolve mudanças na gestão da bilheteria do Morumbis e do programa de sócio-torcedor.
  • A aprovação acontece após uma série de questionamentos e análises envolvendo a negociação.

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quinta-feira, 30, o acordo com a Ticketmaster por 184 votos a 44, além de uma abstenção. O contrato prevê um aporte de R$ 140 milhões ao caixa tricolor, por meio da antecipação de receitas e do aluguel de um camarote. Defendido pelo presidente Harry Massis, o acordo é considerado pela diretoria uma medida importante diante da situação financeira do clube, que enfrenta atrasos no pagamento de direitos de imagem e salários. A expectativa é destinar parte dos recursos à regularização dessas pendências com os jogadores.

Durante a tramitação da proposta, Massis foi alvo de questionamentos da NewC, empresa que também demonstrou interesse em assumir a gestão da bilheteria do MorumBis. A concorrente encaminhou uma série de contestações ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior, após a aprovação do contrato com a Ticketmaster pelo Conselho de Administração.

A NewC questionou, entre outros pontos, a ausência de respostas da diretoria do São Paulo, a utilização de informações consideradas desatualizadas e os critérios técnicos adotados durante a análise das propostas. A empresa também alegou ter apresentado uma oferta que poderia alcançar R$ 500 milhões em antecipação.

Por causa dos questionamentos, foi formada uma comissão para avaliar o contrato com a Ticketmaster. O grupo concluiu que não havia elementos suficientes para apontar fraude ou favorecimento intencional, mas identificou “fragilidades” e “inconsistências” na condução do processo. Apesar das ressalvas, o parecer foi favorável ao acordo e apontou a proposta da Ticketmaster como a mais vantajosa entre as avaliadas.

A decisão final ficou nas mãos do Conselho Deliberativo. Após analisar os termos do acordo, os conselheiros aprovaram a parceria com a Ticketmaster. A partir do aval, a empresa ficará responsável pela operação da bilheteria do Morumbis e pela administração do programa de sócio-torcedor.

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Um áudio divulgado pelo Estadão no início de setembro mostrou Harry Massis pressionando pela inclusão do acordo com a Ticketmaster na pauta do Conselho Deliberativo. Na gravação, o presidente solicita apoio “da mídia” para que Olten levasse a proposta à votação e afirma que a aprovação seria necessária para que o clube pudesse cumprir seus compromissos financeiros.

A aproximação entre Massis e Olten também contribuiu para viabilizar a votação. Os dois chegaram a um entendimento para que o contrato fosse encaminhado ao plenário e tivesse uma data estabelecida para análise. O acordo ocorreu em um momento de menor tensão entre os dirigentes, depois que Massis pediu o arquivamento da representação feita contra Olten na Comissão de Ética.

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Ticketmaster pode assumir sócio-torcedor

Além do acordo com a Ticketmaster, o Conselho Deliberativo aprovou, por 152 votos, a rescisão do contrato com a FENG e a entrada da Ticketmaster na gestão do programa de sócio-torcedor. A proposta teve 73 votos contrários e quatro abstenções. Com a aprovação, o São Paulo poderá dar sequência à mudança na administração do programa.

A FENG contesta a decisão e afirma que seu direito de preferência foi desrespeitado. O São Paulo possui entendimento diferente. De acordo com Érica Duarte, diretora jurídica do clube, a cláusula de preferência prevista no contrato se aplica a uma possível renovação do vínculo.

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“O contrato permite expressamente que qualquer das partes encerre antecipadamente a relação, mediante aviso prévio de 180 dias”, afirma a diretora jurídica.

Durante os 180 dias de aviso prévio, a FENG continuará à frente do programa e preservará a exclusividade estabelecida no contrato. Érica também rebateu a possibilidade de uma cobrança de R$ 40 milhões em razão da rescisão.

“A consequência econômica prevista corresponde a 15% da receita bruta arrecadada pelo Programa Sócio Torcedor durante esse período”, comentou.

Considerando a arrecadação registrada nos seis meses anteriores, o São Paulo estima atualmente esse valor em aproximadamente R$ 3,7 milhões. A quantia, no entanto, poderá mudar conforme o desempenho do programa durante os 180 dias do aviso prévio.

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