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São Paulo enfrenta crise no futebol em meio à disputa pela presidência do clube
Publicado 07/09/2026 • 12:24 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/09/2026 • 12:24 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/SPFC
A crise esportiva do São Paulo deixou de ficar restrita ao campo e passou a ganhar força nos bastidores políticos do clube. A sequência de resultados negativos no Campeonato Brasileiro,os repasses de direitos de imagem, que acumulam de dois a quatro meses de pendência e as dificuldades para reforçar o elenco já fazem parte das discussões entre os grupos que se movimentam para a eleição presidencial de dezembro.
Um dos sinais de que a crise chegou às arquibancadas foi a ida da Independente, principal torcida organizada do clube, ao SuperCT, onde fez cobranças a jogadores e lideranças. Apesar do momento turbulento, o São Paulo encerrou um jejum de cerca de quatro meses sem vitória ao derrotar o Bragantino por 2 a 1, em 29 de agosto.
Paralelamente à situação no futebol, a disputa política interna também se intensificou. A relação entre Harry Massis e Olten Ayres está desgastada, e um dos principais pontos de conflito envolve o contrato com a Ticketmaster para administrar os ingressos do Morumbis. O acordo prevê um adiantamento de R$ 140 milhões ao São Paulo. Massis considera os recursos importantes para quitar pendências com jogadores, mas Olten não levou o contrato para votação no Conselho Deliberativo.
Leia mais: Futebol brasileiro enfrenta crise financeira e busca SAFs como alternativa
A tensão aumentou ainda mais após a rejeição da reforma estatutária, que previa mudanças na estrutura de governança do clube. A proposta buscava descentralizar o poder da presidência, ampliar a participação de membros independentes e criar mecanismos de fiscalização sobre contratos e decisões financeiras.
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Siga o Times | CNBCParticipação Tricolor, Legião Tricolor, Sempre Tricolor, Vanguarda Tricolor e Somos São Paulo estão entre os grupos que formam parte importante da base política. Os setores contrários à reforma alegaram que houve pouco tempo para discutir o conteúdo e defenderam que o tema fosse retomado posteriormente, com mais espaço para debate. A maioria dos votos, porém, levou à rejeição dos tópicos apresentados.
Fora do Conselho, a discussão também repercutiu entre os torcedores. A Independente se posicionou contra a reforma estatutária e passou a cobrar de forma mais direta os grupos políticos do clube. As organizadas, entretanto, não adotaram uma posição unificada.
Todo esse cenário ocorre a poucos meses da eleição presidencial. A oposição começa a se articular em torno de Marcelo Portugal Gouvêa, que ganhou força recentemente e é visto como um nome capaz de reunir diferentes setores. Na situação, ainda há busca por um candidato que represente os grupos que sustentam a atual estrutura política.
Com isso, o desempenho do futebol passou a pesar diretamente na disputa eleitoral. A avaliação sobre a administração também é influenciada pelos resultados dentro de campo, enquanto a crise esportiva amplia a pressão sobre os grupos que comandam o clube.
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