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Alta do café reduz consumo no Brasil, mas eleva o faturamento; saiba como investir no grão
Publicado 03/02/2026 • 18:42 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 03/02/2026 • 18:42 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Foto: Pixabay
Alta do café reduz consumo no Brasil; saiba como investir na bebida
O consumo de café no Brasil caiu em 2025, pressionado pela alta dos preços ao consumidor, mas a retração não impediu o crescimento do faturamento da indústria.
Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café mostram que, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo interno recuou 2,31% em relação ao período anterior, enquanto a receita do setor avançou mais de 25%.
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O cenário reflete os efeitos de anos seguidos de problemas climáticos, estoques reduzidos e volatilidade no mercado global da commodity.
O consumo brasileiro passou de 21,9 milhões de sacas de 60 quilos em 2024 para 21,4 milhões em 2025. Apesar da redução, o volume segue próximo dos maiores níveis já registrados no país. O recorde histórico ocorreu em 2017, quando o mercado interno atingiu 22 milhões de sacas.
Mesmo com a queda, o Brasil mantém a segunda posição entre os maiores consumidores de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
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No consumo per capita, porém, o país lidera: cada brasileiro consome, em média, cerca de 1,4 mil xícaras por ano.
A principal razão para a diminuição do consumo foi o encarecimento do produto. Em 2025, o preço do café ao consumidor subiu 5,8%, segundo a Agência Brasil.
Nos últimos cinco anos, a escalada foi ainda mais expressiva. A matéria-prima acumulou alta de 201% no café conilon e 212% no arábica. No varejo, o aumento chegou a 116%.
Segundo a indústria, a pressão nos preços é consequência direta de safras frustradas desde 2021, causadas por eventos climáticos adversos, além de estoques globais historicamente baixos.
Leia também: Problemas logísticos nos portos custam R$ 66,1 milhões aos exportadores de café
O desequilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional segue influenciando toda a cadeia produtiva.
O cenário de preços elevados, estoques reduzidos e demanda estruturalmente forte mantém o café no radar de investidores.
As oportunidades vão desde ações de empresas ligadas à torrefação e ao varejo até fundos e contratos vinculados à commodity.
Há três principais formas de investir na commodity, segundo a reportagem publicada pelo Times Brasil -Licenciado Exclusivo CNBC:
1° | Os contratos futuros são a modalidade mais tradicional e envolvem a compra ou venda de café para uma data futura, com preços definidos previamente.
Na B3, o contrato de café arábica usa o código ICF e equivale a 100 sacas de 60 quilos, exigindo maior conhecimento do mercado por envolver oscilações diárias e alavancagem.
2° | Outra opção são os ETFs e os fundos de commodities, que permitem exposição ao café de forma mais simples. Esses produtos acompanham índices ou são geridos por profissionais, dispensando a negociação direta de contratos futuros.
3° | Já as opções de commodities via opção sobre café são indicadas para investidores experientes, funcionando como instrumentos de proteção ou estratégias para aproveitar a volatilidade do mercado.
A escolha da modalidade depende do perfil do investidor, dos objetivos financeiros e da disposição para assumir riscos.
A redução no volume consumido não se traduziu em perdas financeiras para o setor. Em 2025, o faturamento da indústria cafeeira brasileira alcançou R$ 46,24 bilhões, um crescimento de 25,6% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pela valorização do produto nas prateleiras.
Para a Abic, o resultado reforça a resiliência do café no hábito do consumidor brasileiro, que segue priorizando a bebida mesmo em um cenário de preços elevados.
Para 2026, a expectativa é de maior estabilidade, mas sem quedas expressivas no preço final ao consumidor.
A previsão de uma safra positiva pode reduzir a volatilidade, mas a recomposição dos estoques deve levar tempo. A avaliação do setor é que apenas após pelo menos duas safras será possível observar uma redução mais consistente nos preços.
Enquanto isso, a indústria aposta em ações promocionais no varejo como estratégia para estimular o consumo em um ambiente ainda pressionado por custos elevados.
No mercado internacional, a cadeia do café segue acompanhando as negociações relacionadas às tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.
Embora a taxação sobre o café em grão tenha sido suspensa em 2025, o café solúvel continua sendo alvo de tarifas, o que afeta a competitividade do produto brasileiro. Por outro lado, a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia é vista como uma oportunidade estratégica para o setor.
Leia também: Exportação de café do Brasil cai em 2025, mas bate recorde em receita
O Brasil responde por cerca de 40% da produção mundial de café, e a ampliação do acesso a mercados pode favorecer investimentos e ganhos de escala.
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