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Ouro e prata fecham em alta com tensão entre EUA e Irã e expectativa sobre o Fed
Publicado 24/07/2026 • 15:17 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 24/07/2026 • 15:17 | Atualizado há 3 meses
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Pixabay
Ouro
Os contratos do ouro e da prata encerraram o pregão desta sexta-feira (24) em alta e recuperaram parte das perdas registradas na sessão anterior. O movimento foi impulsionado principalmente pelas preocupações dos investidores com os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, além das expectativas em torno dos próximos passos do Federal Reserve (Fed) sobre a política de juros americana.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro para agosto avançou 0,51% e fechou a US$ 4.070,8 por onça-troy. Com a valorização do dia, o metal acumulou alta semanal de 1,3%.
A prata para setembro também terminou o dia no campo positivo, com alta de 1,47%, encerrando a sessão a US$ 58,906 por onça-troy. Na semana, o metal acumulou valorização de 4,6%.
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O principal ponto de atenção do mercado permanece nos efeitos do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre os preços do petróleo, especialmente diante dos possíveis impactos inflacionários provocados por uma eventual elevação dos custos de energia. Os investidores avaliam como esse cenário pode influenciar a próxima decisão de juros do Federal Reserve.
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Siga o Times | CNBCA trajetória da política monetária americana segue no centro das atenções, já que juros mais elevados reduzem a atratividade do ouro, um ativo que não oferece rendimento. Segundo a Capital Economics, os dados de inflação considerados benignos em junho deram ao Fed maior margem para acompanhar a evolução dos preços nos próximos meses.
Caso as pressões inflacionárias permaneçam elevadas, o banco central americano poderá iniciar um ciclo de aperto monetário com uma alta de 25 pontos-base em setembro. Essa possibilidade já estaria amplamente precificada pelos mercados após a recuperação do petróleo WTI para níveis acima de US$ 90 por barril.
A expectativa predominante é de que o Fed mantenha os juros inalterados na próxima semana. No entanto, cresceram as apostas em uma postura mais rígida da autoridade monetária diante da alta dos preços de energia e da persistência das preocupações com a inflação.
Segundo Ipek Ozkardeskaya, analista sênior do Swissquote, a combinação entre energia mais cara e uma possível política monetária mais restritiva tende a continuar favorecendo o dólar. Esse cenário deve permanecer enquanto o mercado aguarda sinais de estabilização da situação no Oriente Médio.
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