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Bolsas da Europa caem com deterioração das relações entre EUA e UE com ameaças à Groenlândia
Publicado 19/01/2026 • 09:55 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 19/01/2026 • 09:55 | Atualizado há 4 meses
Benoit Tessier/Reuters
As bolsas europeias operam em queda acentuada nesta segunda-feira (19), com os investidores reagindo à deterioração das relações entre os Estados Unidos e a União Europeia, que podem punir o crescimento se resultarem em materialização de tarifas.
Por volta das 7h31 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 cedia 1,2%, a 607,22 pontos. A Bolsa de Londres marcava baixa de 0,49%, a de Paris cedia 1,4% e a de Frankfurt perdia 1,3%. O mercado de Milão tinha queda de 1,7% e o de Lisboa, por sua vez, tinha perda de 0,98%. Madri tinha baixa de 0,9%.
Economistas do Goldman Sachs afirmam que uma tarifa de 10%, que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que entraria em vigor em 1º de fevereiro, reduziria o PIB em 0,1 a 0,2 pontos porcentuais nos países afetados, devido à queda nas exportações, enquanto esse impacto subiria para 0,25 a 0,5 pontos porcentuais no caso de uma tarifa de 25%.
Todos esses impactos negativos no PIB se somariam à queda de 0,4% no PIB real estimada em decorrência dos aumentos tarifários do ano passado, observam os economistas. No entanto, permanece altamente incerto se essas tarifas serão implementadas, concluem.
“Começamos a semana com uma série de notícias geopolíticas e tensões comerciais renovadas, o que deve desafiar o sentimento de risco fortemente positivo que temos visto nos mercados nas últimas semanas”, disse o ING.
Trump escalou ameaças de anexação americana da Groenlândia com possibilidade de impor tarifas a oito países do bloco europeu como forma para pressionar por um acordo sobre o tema. A União Europeia, por sua vez, avalia impor tarifas retaliatórias sobre produtos americanos e até mesmo implementar sanções econômicas mais severas em resposta.
Leia também: Ações de montadoras despencam após ameaça de tarifas de Trump por causa da Groenlândia
As montadoras europeias cediam. A BMW perdia 4,8% no mercado alemão, onde papéis da Porsche Automobil, Mercedes-Benz e Volkswagen tinham tombos superiores a 3%. Em Milão, a Ferrari perdia 2,5%.
A tensão que pesa sobre os índices amplos e montadoras traz efeito contrário às ações setor de defesa. A Rheinmetall ganhava 3,12% em Frankfurt. A Leonardo avançava 3% em Milão. Em Londres, ata de 4% da Fresnillo e de outras mineradoras ajudam a mitigar a queda do referencial FTSE 100.
Em Portugal, desdobramentos políticos também estão no foco após o líder do partido de extrema-direita Chega, André Ventura, ficar em segundo lugar nas eleições, em um resultado surpreendente.
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