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Ações de montadoras despencam após ameaça de tarifas de Trump por causa da Groenlândia
Publicado 19/01/2026 • 08:50 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 19/01/2026 • 08:50 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Logo da Volkswagen.
Pixabay.
As ações de algumas das maiores montadoras da Europa caíram com força na manhã de segunda-feira (19), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometer impor tarifas a diversos países europeus em razão da Groenlândia.
O índice europeu Stoxx Automobiles and Parts recuava 2% por volta das 8h41 (horário de Londres) — 4h41 no horário de Brasília.
As ações da alemã Volkswagen, da BMW e do Mercedes-Benz Group caíam entre 2,6% e 4,4% no início do pregão, enquanto os papéis da Ferrari, listados em Milão, recuavam cerca de 2%.
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Já as ações da Stellantis, também negociadas em Milão — grupo que reúne marcas como Jeep, Dodge, Fiat, Chrysler e Peugeot — eram vistas em queda de 2,1%.
O movimento ocorre pouco depois de Trump ter anunciado, no sábado, a intenção de impor tarifas de 10% ao Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda e Finlândia a partir de 1º de fevereiro, intensificando sua ofensiva para que a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, passe a integrar os Estados Unidos.
Segundo Trump, a alíquota aplicada a esses países subirá para 25% a partir de 1º de junho.
Líderes políticos europeus devem realizar reuniões de emergência nos próximos dias para discutir uma resposta à medida.
Leia também: Comprar a Groenlândia pode custar até US$ 700 bilhões aos EUA
O setor automotivo é amplamente considerado um dos mais vulneráveis à imposição de tarifas, sobretudo em razão do alto grau de globalização das cadeias de suprimentos e da forte dependência de operações industriais na América do Norte.
“Na nossa visão, tarifas são, no fim das contas, uma ferramenta rudimentar que raramente funciona por um período prolongado. Principalmente porque hoje a economia é muito globalizada e as pessoas acabam encontrando formas de contornar essas medidas, mesmo que não consigam negociar para evitá-las”, afirmou Rob Brewis, diretor e gestor de investimentos da Aubrey Capital Management, em entrevista à CNBC, no programa Europe Early Edition, nesta segunda-feira.
“É claro que as tarifas causaram um grande impacto em abril do ano passado, mas desde então o efeito delas diminui com o tempo e com o uso repetido”, acrescentou.
Leia também: Perguntas e respostas: China tem mesmo “poder” na Groenlândia, como afirma Trump?
Questionado sobre quais setores europeus estariam mais expostos às mais recentes ameaças tarifárias de Trump, Brewis destacou a indústria automotiva.
“Meu foco é mais em mercados emergentes, então acompanho menos de perto a Europa, mas acredito que isso não ajuda setores como o automotivo, que já enfrenta ameaças significativas da concorrência chinesa”, concluiu.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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