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Citi vê sinal que só ocorreu duas vezes desde 1999 no S&P 500 e diz que queda de Wall Street ainda não é para comprar

Publicado 23/10/2026 • 08:20 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • S&P 500 caiu 1,2% na quinta, mas ações em alta superaram as em baixa por 173, algo visto só duas vezes desde 1999
  • Rotação tirou dinheiro de big techs e de temas de IA e levou a serviços comerciais, bancos regionais e transportes
  • Citi mantém preferência por empresas grandes e de crescimento, mas não vê queda para comprar e indica Nasdaq 100 como proteção

O o índice acionário S&P 500 recuou 1,2% na quinta-feira (22), mas a maioria das ações do índice subiu, combinação que só havia ocorrido uma vez desde 1999, segundo Stuart Kaiser, chefe de estratégia de negociação de ações dos Estados Unidos do Citi.

🔍 S&P 500 é um índice que acompanha o desempenho de 500 grandes empresas de capital aberto listadas nas bolsas dos Estados Unidos. Criado em 1957 e mantido pela S&P Dow Jones Indices, ele é ponderado pelo valor de mercado, o que significa que companhias maiores, como as de tecnologia, têm mais peso no resultado do que as menores. É por isso que o índice pode cair mesmo quando a maioria das ações sobe, situação descrita na matéria.

A observação consta de relatório divulgado na noite de quinta-feira, no qual Kaiser afirma que a queda ainda não representa uma oportunidade de compra.

O indicador analisado pelo estrategista e compartilhado pelo site MarketWatch é a amplitude de mercado, que compara o número de ações em alta e em baixa. Na quinta-feira, os papéis em alta superaram os em baixa em 173, o que o mercado chama de boa amplitude, mesmo com o índice, ponderado pelo valor de mercado, em queda.

Kaiser afirmou que foi apenas o segundo pregão desde 1999 em que o S&P 500 registrou amplitude acima de 150 e perda superior a 1%.

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Rotação tira dinheiro de big techs e de temas de IA

A queda foi puxada por uma rotação para fora de grandes empresas de tecnologia e para setores de menor peso no índice, como serviços comerciais, bancos regionais e transportes.

Conforme o estrategista, o movimento refletiu uma saída de temas como crescimento, revisões de lucro e momentum de preços. Ele disse que o trade de IA sofreu o maior impacto e que os temas ligados a gargalos da tecnologia e a energia também foram afetados.

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Além disso, Kaiser observou que a causa parecia um acúmulo de riscos. Entre os fatores que podem ter contribuído estão as dúvidas sobre a estratégia de IA da Meta, a alta dos rendimentos dos títulos da França e o avanço do preço do petróleo.

Precedente de janeiro de 2025 teve alta e recaída

O episódio anterior ocorreu em 27 de janeiro de 2025. No dia seguinte, o S&P 500 subiu 0,9%, mas depois recuou em três das cinco sessões seguintes.

Por isso, o estrategista vê com cautela o quadro atual, em especial pela reação do mercado aos balanços corporativos até agora.

Citi recomenda Nasdaq 100 e Russell 2000 para proteção

Kaiser disse que esperava que o posicionamento leve de investidores institucionais sustentasse uma boa relação entre risco e retorno nos balanços do terceiro trimestre. A reação das duas últimas semanas, porém, indica que a exigência do mercado é maior do que o banco previa.

O Citi segue com preferência por ações de empresas grandes e de crescimento, com balanços fortes. Kaiser afirmou que os ventos contrários de posicionamento tornam arriscado ampliar a exposição neste momento e que movimentos desse tipo são difíceis de reverter.

Para proteção, o estrategista indica o fundo da Invesco que replica o Nasdaq 100 contra riscos de posicionamento. Contra preocupações com crédito, juros e política econômica, aponta o ETF iShares Russell 2000, que reúne empresas menores.

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