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Ibovespa B3 fecha semana em queda; dólar cai para R$ 5,42
Publicado 02/01/2026 • 18:34 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 02/01/2026 • 18:34 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
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Ibovespa B3
O Ibovespa B3 encerrou o pregão desta sexta-feira (2) em queda de 0,36%, aos 160.538,69 pontos, em um dia marcado por forte volatilidade em papéis específicos e ajustes de posição na virada do ano.
O índice foi pressionado sobretudo por ações ligadas ao consumo e ao setor imobiliário, em meio a um ambiente de menor liquidez e realização de lucros após o rali recente.
Entre os destaques negativos, Azul chamou atenção ao despencar 49,83%, movimento que distorceu o desempenho do setor aéreo e pesou sobre o índice. Cyrela, Moura Dubeux e HBR Realty também figuraram entre as maiores quedas, refletindo a sensibilidade do setor de construção ao patamar elevado dos juros e à cautela dos investidores com ativos cíclicos. Já Cosan e Ambev recuaram de forma mais moderada.
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Na ponta positiva, ações de menor capitalização dominaram as maiores altas, com Equatorial Piauí, Inepar e Dotz registrando avanços expressivos, em movimentos típicos de fim de ano, marcados por baixa liquidez e reposicionamento técnico. Ainda assim, esses ganhos tiveram impacto limitado sobre o índice cheio.
Entre os destaques estruturais do mercado, chamou atenção o fato de que, pela primeira vez desde a reprecificação das estatais, o Itaú (ITUB4) encerrou o ano como a empresa de maior valor de mercado da B3, superando a Petrobras (PETR4).
O banco adicionou R$ 135,1 bilhões em valor em 2025, sustentado por um desempenho consistente ao longo do ano, enquanto a estatal perdeu R$ 80,1 bilhões, pressionada por oscilações do petróleo, incertezas sobre dividendos e ruídos institucionais.
O movimento reforça um novo perfil da bolsa brasileira, menos concentrado em estatais e com maior protagonismo de instituições financeiras privadas, como também evidenciado pelo avanço do BTG Pactual no ranking.
O dólar comercial fechou em queda de 1,18%, a R$ 5,42, acompanhando o maior apetite global por risco e a valorização de moedas emergentes ligadas a commodities.
O real seguiu favorecido pelo carry trade atrativo, em um ambiente de liquidez reduzida e expectativa de pausa do Federal Reserve e manutenção da Selic em 15% em janeiro, com o mercado apostando no início dos cortes de juros apenas em março.
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