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Ibovespa B3 fecha em queda em dia de pressão sobre commodities e cautela pré-Carnaval

Publicado 13/02/2026 • 18:09 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O índice segue oscilando abaixo da marca dos 190 mil pontos, em um pregão marcado por postura mais defensiva dos investidores.
  • Na avaliação de Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, a Bolsa brasileira cai hoje por uma combinação de cautela pré-feriado, dados domésticos mais fracos e pressão sobre as commodities.
  • O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,57%, cotado a R$ 5,229, após oscilar entre R$ 5,204 e R$ 5,249.

O Ibovespa B3 encerrou a sessão em queda de 0,69%, aos 186.464,30 pontos, com perda de 1.302,12 pontos, ampliando o movimento de realização após a recente sequência de recordes históricos.

O índice segue oscilando abaixo da marca dos 190 mil pontos, atingida no rali da semana, em um pregão marcado por postura mais defensiva dos investidores.

O S&P/B3 Ibovespa VIX subiu 6,77%, aos 21,45 pontos, indicando aumento da percepção de risco. Já a Taxa DI (12/02) permaneceu em 14,90%, enquanto o mercado mantém praticamente fechado o cenário de corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março.

Blue chips pressionam o índice

Entre as ações de maior peso, o movimento foi predominantemente negativo. Petrobras (PETR4) recuou 0,51%, acompanhando a fraqueza do petróleo no exterior. Vale (VALE3) caiu 2,69%, refletindo a queda do minério de ferro na China.

No setor financeiro, Itaú (ITUB4) perdeu 1,02%, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 1,08%. O enfraquecimento das blue chips foi determinante para o desempenho negativo do índice.

Maiores altas e baixas do dia

Maiores AltasVariaçãoPreço
Eneva (ENEV3)+8,07%R$ 21,44
Usiminas (USIM5)+4,81%R$ 6,32
Cury (CURY3)+3,50%R$ 40,80
Direcional (DIRR3)+2,15%R$ 16,19
PetroRecôncavo (RECV3)+2,07%R$ 10,85
Fonte: levantamento TradeMap
Maiores BaixasVariaçãoPreço
Raízen (RAIZ4)-5,97%R$ 0,63
BB Seguridade (BBSE3)-3,84%R$ 33,82
TIM (TIMS3)-3,54%R$ 27,29
Gerdau Metalúrgica (GOAU4)-3,38%R$ 9,71
Bradespar (BRAP4)-3,08%R$ 23,89

Fonte: levantamento TradeMap

Entre as altas, Eneva (ENEV3) avançou mais de 8% após melhora nas perspectivas para o setor de energia, com ajustes nos preços-teto dos leilões, trazendo alívio às expectativas para novos projetos. Usiminas (USIM5) acompanhou um movimento técnico no setor de aço, enquanto Cury (CURY3) subiu com a expectativa de ambiente mais favorável de juros.

Do lado negativo, Raízen (RAIZ4) liderou as perdas, enquanto TIM (TIMS3) devolveu parte dos ganhos recentes após balanço. Bradespar (BRAP4) refletiu a queda de Vale, e BB Seguridade (BBSE3) foi pressionada por ajuste no setor financeiro.

Análise: cautela pré-feriado e commodities pesam

Na avaliação de Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o movimento desta sessão reflete uma combinação de fatores domésticos e externos: “A Bolsa brasileira cai hoje, principalmente, por uma combinação de cautela pré-feriado, dados domésticos mais fracos e pressão sobre as commodities“.

Segundo ele, o ajuste de posições antes do feriado prolongado de Carnaval reduz o apetite por risco, especialmente com a B3 fechada por vários dias: “As vendas no varejo vieram abaixo do esperado, reforçando sinais de desaceleração da atividade econômica no início do ano.”

Iarussi destaca ainda que a queda do minério de ferro e a fraqueza do petróleo pressionam diretamente pesos relevantes do índice, como Vale e Petrobras.

No cenário externo, apesar do CPI americano ter vindo controlado e reduzido os rendimentos dos Treasuries, o ambiente global permanece mais seletivo, limitando fluxo para emergentes.

Para os juros, o cenário permanece estável: “O corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março está praticamente 100% precificado.”

Segundo David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, o movimento refletiu uma postura de cautela extrema do investidor, que optou por embolsar ganhos após a bolsa atingir recordes históricos recentemente.

Ele destacou que, diante do feriado prolongado de Carnaval e do fechamento dos mercados na segunda e terça-feira, a estratégia dominante foi a busca por proteção e hedge, resultando em uma valorização do dólar, que atingiu o patamar de R$ 5,23.

A análise apontou que o desempenho negativo foi acentuado pela queda nas blue chips Vale e Petrobras, além de um cenário externo complexo com feriados nos Estados Unidos e na China. O comentarista observou que a incerteza geopolítica e a imprevisibilidade de figuras como Donald Trump impulsionaram a migração para ativos de segurança.

“Melhor ficar de fora para esse investidor que gosta de operar trade curto prazo”, reforçou o analista, indicando que o sentimento de aversão ao risco prevaleceu sobre qualquer tentativa de manutenção de posições otimistas.

No campo macroeconômico, a divulgação do CPI norte-americano trouxe uma inflação ligeiramente abaixo das expectativas, o que reacendeu as discussões sobre um possível terceiro corte de juros pelo Federal Reserve.

No entanto, Martins ponderou que o mercado segue dividido, uma vez que a geração de empregos nos EUA permanece robusta, exigindo cautela do Fed. Ele sugeriu que, com o índice próximo de sua máxima, o investidor deve avaliar se o prêmio de risco da renda variável ainda compensa frente a uma renda fixa que entrega retornos de até 12%, recomendando a dolarização do portfólio como medida prudente.

Dólar sobe 0,57% com cautela global

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,57%, cotado a R$ 5,229, após oscilar entre R$ 5,204 e R$ 5,249. O movimento acompanhou a valorização global da moeda americana e a elevação dos rendimentos dos Treasuries.

Apesar da alta pontual, a divisa ainda acumula queda no mês e no ano frente ao real, refletindo o fluxo estrutural para mercados emergentes. No entanto, a proximidade de feriados no Brasil, nos Estados Unidos e na China reduziu liquidez e elevou a cautela, favorecendo uma postura mais defensiva no câmbio.

Sobre o câmbio, o especialista: “O movimento do dólar é combinado por uma postura mais defensiva dos mercados pré-feriados prolongados no Brasil, EUA e China, reduzindo liquidez e elevando aversão ao risco.”

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