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Ibovespa B3 fecha em queda em dia de pressão sobre commodities e cautela pré-Carnaval
Publicado 13/02/2026 • 18:09 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 13/02/2026 • 18:09 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O Ibovespa B3 encerrou a sessão em queda de 0,69%, aos 186.464,30 pontos, com perda de 1.302,12 pontos, ampliando o movimento de realização após a recente sequência de recordes históricos.
O índice segue oscilando abaixo da marca dos 190 mil pontos, atingida no rali da semana, em um pregão marcado por postura mais defensiva dos investidores.
O S&P/B3 Ibovespa VIX subiu 6,77%, aos 21,45 pontos, indicando aumento da percepção de risco. Já a Taxa DI (12/02) permaneceu em 14,90%, enquanto o mercado mantém praticamente fechado o cenário de corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março.
Entre as ações de maior peso, o movimento foi predominantemente negativo. Petrobras (PETR4) recuou 0,51%, acompanhando a fraqueza do petróleo no exterior. Vale (VALE3) caiu 2,69%, refletindo a queda do minério de ferro na China.
No setor financeiro, Itaú (ITUB4) perdeu 1,02%, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 1,08%. O enfraquecimento das blue chips foi determinante para o desempenho negativo do índice.
| Maiores Altas | Variação | Preço |
|---|---|---|
| Eneva (ENEV3) | +8,07% | R$ 21,44 |
| Usiminas (USIM5) | +4,81% | R$ 6,32 |
| Cury (CURY3) | +3,50% | R$ 40,80 |
| Direcional (DIRR3) | +2,15% | R$ 16,19 |
| PetroRecôncavo (RECV3) | +2,07% | R$ 10,85 |
| Maiores Baixas | Variação | Preço |
|---|---|---|
| Raízen (RAIZ4) | -5,97% | R$ 0,63 |
| BB Seguridade (BBSE3) | -3,84% | R$ 33,82 |
| TIM (TIMS3) | -3,54% | R$ 27,29 |
| Gerdau Metalúrgica (GOAU4) | -3,38% | R$ 9,71 |
| Bradespar (BRAP4) | -3,08% | R$ 23,89 |
Fonte: levantamento TradeMap
Entre as altas, Eneva (ENEV3) avançou mais de 8% após melhora nas perspectivas para o setor de energia, com ajustes nos preços-teto dos leilões, trazendo alívio às expectativas para novos projetos. Usiminas (USIM5) acompanhou um movimento técnico no setor de aço, enquanto Cury (CURY3) subiu com a expectativa de ambiente mais favorável de juros.
Do lado negativo, Raízen (RAIZ4) liderou as perdas, enquanto TIM (TIMS3) devolveu parte dos ganhos recentes após balanço. Bradespar (BRAP4) refletiu a queda de Vale, e BB Seguridade (BBSE3) foi pressionada por ajuste no setor financeiro.
Na avaliação de Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o movimento desta sessão reflete uma combinação de fatores domésticos e externos: “A Bolsa brasileira cai hoje, principalmente, por uma combinação de cautela pré-feriado, dados domésticos mais fracos e pressão sobre as commodities“.
Segundo ele, o ajuste de posições antes do feriado prolongado de Carnaval reduz o apetite por risco, especialmente com a B3 fechada por vários dias: “As vendas no varejo vieram abaixo do esperado, reforçando sinais de desaceleração da atividade econômica no início do ano.”
Iarussi destaca ainda que a queda do minério de ferro e a fraqueza do petróleo pressionam diretamente pesos relevantes do índice, como Vale e Petrobras.
No cenário externo, apesar do CPI americano ter vindo controlado e reduzido os rendimentos dos Treasuries, o ambiente global permanece mais seletivo, limitando fluxo para emergentes.
Para os juros, o cenário permanece estável: “O corte de 0,50 ponto percentual na Selic em março está praticamente 100% precificado.”
Segundo David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, o movimento refletiu uma postura de cautela extrema do investidor, que optou por embolsar ganhos após a bolsa atingir recordes históricos recentemente.
Ele destacou que, diante do feriado prolongado de Carnaval e do fechamento dos mercados na segunda e terça-feira, a estratégia dominante foi a busca por proteção e hedge, resultando em uma valorização do dólar, que atingiu o patamar de R$ 5,23.
A análise apontou que o desempenho negativo foi acentuado pela queda nas blue chips Vale e Petrobras, além de um cenário externo complexo com feriados nos Estados Unidos e na China. O comentarista observou que a incerteza geopolítica e a imprevisibilidade de figuras como Donald Trump impulsionaram a migração para ativos de segurança.
“Melhor ficar de fora para esse investidor que gosta de operar trade curto prazo”, reforçou o analista, indicando que o sentimento de aversão ao risco prevaleceu sobre qualquer tentativa de manutenção de posições otimistas.
No campo macroeconômico, a divulgação do CPI norte-americano trouxe uma inflação ligeiramente abaixo das expectativas, o que reacendeu as discussões sobre um possível terceiro corte de juros pelo Federal Reserve.
No entanto, Martins ponderou que o mercado segue dividido, uma vez que a geração de empregos nos EUA permanece robusta, exigindo cautela do Fed. Ele sugeriu que, com o índice próximo de sua máxima, o investidor deve avaliar se o prêmio de risco da renda variável ainda compensa frente a uma renda fixa que entrega retornos de até 12%, recomendando a dolarização do portfólio como medida prudente.
O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,57%, cotado a R$ 5,229, após oscilar entre R$ 5,204 e R$ 5,249. O movimento acompanhou a valorização global da moeda americana e a elevação dos rendimentos dos Treasuries.
Apesar da alta pontual, a divisa ainda acumula queda no mês e no ano frente ao real, refletindo o fluxo estrutural para mercados emergentes. No entanto, a proximidade de feriados no Brasil, nos Estados Unidos e na China reduziu liquidez e elevou a cautela, favorecendo uma postura mais defensiva no câmbio.
Sobre o câmbio, o especialista: “O movimento do dólar é combinado por uma postura mais defensiva dos mercados pré-feriados prolongados no Brasil, EUA e China, reduzindo liquidez e elevando aversão ao risco.”
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