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Ibovespa B3 rompe os 180 mil pontos pela primeira vez, renova recordes e fecha em forte alta

Publicado 27/01/2026 • 18:04 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 encerrou o pregão desta terça-feira (27) em alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos, avanço de 3.198,45 pontos, renovando recordes intradiário e de fechamento.
  • Foi também a primeira vez na história que o índice superou a marca dos 180 mil pontos, consolidando a sequência de máximas históricas da bolsa brasileira.
  • Durante o dia, o índice chegou à máxima histórica de 183.316,72 pontos, às 14h01, embalado por um movimento generalizado de compra de ativos de risco, forte fluxo estrangeiro e um ambiente macro que segue favorável ao Brasil, mesmo diante de cautela nos mercados globais.

O Ibovespa B3 encerrou o pregão desta terça-feira (27) em alta de 1,79%, aos 181.919,13 pontos, avanço de 3.198,45 pontos, renovando recordes intradiário e de fechamento. Foi também a primeira vez na história que o índice superou a marca dos 180 mil pontos, consolidando a sequência de máximas históricas da bolsa brasileira.

Durante o dia, o índice chegou à máxima histórica de 183.316,72 pontos, às 14h01, embalado por um movimento generalizado de compra de ativos de risco, forte fluxo estrangeiro e um ambiente macro que segue favorável ao Brasil, mesmo diante de cautela nos mercados globais.

O desempenho reflete uma combinação rara de fatores: commodities em alta, dólar globalmente mais fraco, inflação doméstica mais comportada e expectativa de mudança na política monetária, ainda que gradual.

A alta foi ampla, com destaque para Petrobras, B3, Cosan e ações ligadas à economia doméstica, enquanto o setor financeiro também contribuiu de forma relevante para o avanço do índice.

Fluxo global e diversificação favorecem o Brasil

Segundo Tatiana Pinheiro, economista-chefe da Galapagos Capital, o movimento atual vai além de um ajuste pontual e reflete uma mudança estrutural na alocação global de recursos. Para ela, o mercado começa a incorporar uma estratégia mais intensa de diversificação, diante dos ruídos institucionais e políticos nos Estados Unidos.

“O questionamento sobre as instituicoes americanas e sobre a independencia do Fed e algo inedito neste seculo. Isso nao e um ruido de curto prazo, mas um fator estrutural que leva investidores e paises a diversificarem reservas e investimentos, reduzindo concentracao em ativos americanos”, afirmou.

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Na avaliação da economista, esse ambiente tem favorecido moedas emergentes e mercados como o Brasil. “Esse movimento ajuda a explicar porque o dolar perde valor frente a maior parte das moedas e porque mercados como o brasileiro continuam se beneficiando desse fluxo”, disse.

Inflação benigna reforça aposta em corte de juros

No cenário doméstico, o IPCA-15 abaixo das expectativas também teve papel central no rali. A leitura reforçou a percepção de que o ciclo de aperto monetário está próximo do fim e de que o início dos cortes de juros pode ocorrer já em março.

Para Tatiana Pinheiro, embora a manutenção da Selic em 15% seja amplamente esperada na Superquarta, o ponto-chave será a comunicação do Banco Central. “A inflacao tem se mostrado bem comportada, abaixo do que se imaginava no inicio do ano. Isso abre espaco para discutir o inicio do ciclo de cortes, e a sinalizacao do Copom sera fundamental”, destacou.

Ambiente externo também ajuda

Na mesma linha, Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos, avalia que o movimento positivo é sustentado tanto por fatores locais quanto externos. Segundo ele, cresce a expectativa de que o Federal Reserve, mesmo mantendo os juros agora, sinalize cortes mais à frente, o que aumenta o apetite por risco globalmente.

“Esse clima de maior apetite por ativos de risco, somado a um IPCA-15 mais fraco no Brasil, derruba a curva de juros e reforça a expectativa de cortes ja em marco, impulsionando a bolsa brasileira”, afirma Perri.

Ele destaca ainda a alta generalizada dos setores, com commodities, bancos e empresas sensíveis ao ciclo econômico liderando os ganhos. “Petrobras se beneficia do movimento no petróleo, Vale se recupera, e o setor financeiro reage bem a um cenário de juros futuros mais baixos”, completou.


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