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Petróleo fecha em alta com dólar fraco e risco geopolítico
Publicado 27/01/2026 • 17:59 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 27/01/2026 • 17:59 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Plataforma de petróleo
O petróleo fechou em alta próxima de 3% nesta terça-feira (27), sustentado pela desvalorização do dólar no exterior, pelo aumento dos prêmios de risco geopolítico no Oriente Médio e por incertezas em torno da oferta, em meio aos efeitos de uma forte tempestade de inverno sobre a produção de energia nos Estados Unidos.
O movimento também refletiu ajustes técnicos após oscilações recentes e a expectativa por sinalizações da Opep+.
O petróleo WTI para março negociado na Nymex fechou em alta de 2,9% (US$ 1,76), a US$ 62,39 (R$ 329,42) o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na ICE, avançou 2,81% (US$ 1,82), a US$ 66,59 (R$ 351,59) o barril.
Segundo analistas, o mercado voltou a precificar riscos de curto prazo à oferta, apesar de a perspectiva estrutural ainda apontar para um quadro de abundância global. Para Soojin Kim, do MUFG, a expectativa de que a produção mundial siga superando a demanda continua a pesar, especialmente diante dos planos do Cazaquistão de retomar operações no campo de Tengiz e do aumento do fluxo de óleo venezuelano.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, as perdas potenciais de produção nos EUA apoiaram a alta. De acordo com Carsten Fritsch, do Commerzbank, cálculos preliminares indicam que as interrupções devido ao frio extremo podem chegar a até 2 milhões de barris por dia.
O clima severo também afetou o refino, com paralisações temporárias em algumas unidades. Segundo levantamento da Bloomberg, os preços do diesel americano estão disparando, com o prêmio do Harbor de Nova York superando pares em US$ 0,40 o galão na segunda-feira (26), o maior nível em três anos.
Para observadores do mercado, no entanto, os efeitos climáticos tendem a ser pontuais. A atenção dos investidores se volta agora para a reunião da Opep+ prevista para o fim de semana, quando a expectativa majoritária é de manutenção das atuais metas de produção, o que pode definir o tom dos preços no curto prazo.
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