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Ibovespa B3 fecha em alta com apoio externo e fluxo estrangeiro, apesar de pressão em bancos

Publicado 06/02/2026 • 18:17 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Ibovespa B3 fechou esta sexta-feira (6) em alta de 0,45%, aos 182.949,78 pontos, em um pregão marcado por volatilidade e forças opostas.
  • O índice encontrou suporte na recuperação das bolsas em Nova York, no fluxo estrangeiro e na queda do dólar, mas teve o avanço limitado por fatores domésticos, sobretudo o desempenho do setor bancário.
  • No câmbio, o dólar recuou 0,64%, a R$ 5,22, acompanhando a fraqueza global da moeda americana e dados mais suaves do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

O Ibovespa B3 fechou esta sexta-feira (6) em alta de 0,45%, aos 182.949,78 pontos, em um pregão marcado por volatilidade e forças opostas. O índice encontrou suporte na recuperação das bolsas em Nova York, no fluxo estrangeiro e na queda do dólar, mas teve o avanço limitado por fatores domésticos, sobretudo o desempenho do setor bancário.

Segundo Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o mercado local refletiu um movimento misto: “de um lado, a recuperação das bolsas em Nova York e a entrada de fluxo estrangeiro ajudam a sustentar o índice. Do outro, fatores domésticos pesam”.

Bancos pressionam; B3 e varejo ajudam

Entre os destaques positivos do pregão, Direcional (DIRR3) liderou as altas, com avanço de 6,9%, seguida por Cury (CURY3), que subiu 4,92%, ambas beneficiadas por um ambiente mais favorável para o setor imobiliário diante da expectativa de queda de juros.

B3 (B3SA3) também teve forte desempenho, com ganho de 4,86%, apoiada por melhora de recomendação e maior atividade no mercado. Méliuz (CASH3) avançou 5,18%, enquanto Braskem (BRKM5) subiu 3,78%, acompanhando ajustes positivos no setor químico.

Na ponta negativa, o setor de commodities metálicas e os bancos concentraram as perdas. CSN (CSNA3) caiu 3,64%, pressionada pelo recuo do minério de ferro no mercado internacional. Entre os bancos, Santander (SANB11) recuou 2,05% e Bradesco (BBDC4) caiu 2,27%, refletindo preocupações com inadimplência e provisões.

Usiminas (USIM5) perdeu 2,04%, também acompanhando o movimento mais fraco do minério, enquanto CVC (CVCB3) cedeu 1,96%, em um pregão mais seletivo para ações ligadas ao consumo.

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O recuo do minério de ferro voltou a pressionar empresas ligadas a metais. A Vale estendeu perdas, influenciada pela commodity mais fraca e por questões operacionais e regulatórias, como destacou Iarussi. Já Refinaria de Manguinhos (RPMG3) disparou 27,88% por fatores pontuais, liderando as altas do dia.

Dólar cai e reforça apetite por risco

No câmbio, o dólar recuou 0,64%, a R$ 5,22, acompanhando a fraqueza global da moeda americana e dados mais suaves do mercado de trabalho nos Estados Unidos.

“O movimento abre espaço para uma postura mais cautelosa do Fed e favorece mercados emergentes”, afirma Iarussi. O forte diferencial de juros segue atraindo capital para o Brasil, tanto para a renda fixa quanto para a Bolsa.

Juros estáveis no dia, mas atentos ao Copom

Os juros futuros oscilaram pouco no pregão, embora a curva tenha ganhado inclinação na semana por ruídos fiscais e preocupações políticas. Nos vencimentos curtos, a expectativa de início de cortes da Selic ajuda a limitar prêmios.

Apesar da volatilidade, o Ibovespa B3 caminha para fechar a semana em alta, sustentado pelo fluxo estrangeiro, que já superou R$ 26 bilhões em janeiro, por valuações atrativas e pelo otimismo com o ciclo de afrouxamento monetário. O radar segue voltado para o payroll dos EUA, negociações geopolíticas que afetam o petróleo e os sinais do Copom.

Análise

Segundo Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth, o dia foi considerado “um pouco mais morno” no cenário doméstico em comparação à euforia externa. Ele destacou que, apesar da frustração inicial com o balanço do Bradesco, que chegou a cair 5% devido a projeções de crescimento abaixo do esperado, o setor bancário conseguiu se recuperar. “Itaú, B3 e BTG Pactual fecharam em boa alta, sustentando o índice”, afirmou o analista, ressaltando que o Itaú liderou os ganhos em pontos no dia.

Enquanto a bolsa brasileira operava de forma mais contida, Wall Street registrou uma valorização robusta, com o Dow Jones rompendo a barreira histórica dos 50 mil pontos. Corleta observou uma mudança no apetite dos investidores globais: “O mercado lá fora segue olhando cada vez menos para as Big Techs e cada vez mais para empresas do setor tradicional”, como indústria, varejo e saúde. Essa rotação de portfólio ajudou o S&P 500 a zerar as perdas acumuladas ao longo da semana.

Além das ações, o mercado de commodities e ativos de segurança também apresentou forte movimentação. Corleta pontuou que a sexta-feira serviu como um respiro e uma reversão técnica importante após uma semana de ajustes profundos nos mercados globais e no Bitcoin.

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