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Shutdown interrompe dados, gera incerteza no mercado e faz Ibovespa B3 despencar; dólar fecha em leve alta
Publicado 02/10/2025 • 17:24 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/10/2025 • 17:24 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
CRIS FAGA/DRAGONFLY PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Ibovespa B3 fecha em queda
O Ibovespa B3 encerrou esta quinta-feira (2) em queda de 1,08%, aos 143.949,64 pontos, refletindo um pregão de maior aversão ao risco no exterior e realização de lucros no mercado doméstico.
O movimento foi condicionado principalmente pelas incertezas em torno do shutdown do governo dos Estados Unidos, que já interrompe a divulgação de dados relevantes, como o payroll de setembro, deixando investidores sem referências econômicas claras.
O impasse político em Washington aumenta a percepção de risco fiscal na maior economia do mundo e trouxe impacto direto para ativos locais, já que a incerteza sobre o crescimento do PIB americano e sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou a volatilidade nos mercados.
Internamente, declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil está ancorada no equilíbrio fiscal, ajudaram a limitar um pouco a pressão, mas não impediram a queda do índice.
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Entre as ações mais pressionadas, o setor de consumo sofreu fortes perdas: Magazine Luiza (MGLU3) desabou 9,79%, em meio a realização de lucros após fortes oscilações recentes. Cosan (CSAN3) caiu 3,41%, acompanhando a volatilidade do petróleo, enquanto Cogna (COGN3) recuou 4,23%.
No setor financeiro, Bradesco (BBDC4) fechou em baixa de 1,73%, refletindo cautela com o cenário de crédito. No setor aéreo, Gol (GOLL54) também recuou 2,10%, penalizada pelo câmbio e custos de combustível.
Nos juros futuros, a Taxa DI para 2029 seguiu em 14,90%, enquanto o Índice DI fechou em 52.430,77 pontos. A volatilidade implícita do mercado, medida pelo S&P/B3 IBOVESPA VIX, avançou 1,69%, a 15,04 pontos, refletindo a maior aversão ao risco.
O dólar à vista encerrou o dia em alta de 0,20%, cotado a R$ 5,339, após oscilar entre R$ 5,308 e R$ 5,373. O câmbio acompanhou a cautela global com a paralisação parcial do governo americano, que já gera preocupações sobre impacto no PIB dos EUA e mantém em aberto o debate sobre a trajetória da política monetária do Fed.
Apesar de o real ter recebido algum suporte do fluxo estrangeiro positivo na B3 — que acumula R$ 26,5 bilhões em 2025 — e das falas recentes do Banco Central reforçando a meta de inflação em 3%, a incerteza internacional pesou na moeda brasileira. O risco fiscal nos EUA, somado à falta de dados oficiais por conta do shutdown, reduziu o apetite por risco de curto prazo.
Na cena política, declarações de Haddad de que a isenção do IR não compromete o equilíbrio fiscal ajudaram a dar algum alívio ao câmbio. Já no campo externo, investidores monitoram ainda as falas de dirigentes do Fed e as tensões geopolíticas, após Donald Trump sinalizar novos esforços diplomáticos para tentar conter a escalada de violência na Faixa de Gaza.
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