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Ibovespa bate novo recorde e chega a 209,7 mil pontos com eleições no radar
Publicado 09/10/2026 • 15:32 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 09/10/2026 • 15:32 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
O Ibovespa renovou sua máxima histórica intradiária nesta sexta-feira (9), ao atingir 209.713 pontos, superando o recorde estabelecido apenas quatro dias antes. O movimento ocorre em meio à reação dos investidores ao cenário eleitoral brasileiro, que continua influenciando as negociações na Bolsa, mesmo após a divulgação de uma inflação acima das expectativas.
A marca anterior havia sido alcançada na segunda-feira (5), quando o índice chegou a 209.605,70 pontos, no primeiro pregão depois do primeiro turno das eleições presidenciais. Na ocasião, o Ibovespa ultrapassou pela primeira vez os 200 mil pontos e encerrou o dia com valorização de 7,70%, aos 206.911,89 pontos.
Leia também: Ibovespa dispara e fecha acima dos 200 mil pontos pela 1ª vez na história após resultado do 1º turno
O novo recorde representa um avanço de aproximadamente 108 pontos em relação à máxima anterior. Apesar de ter alcançado esse patamar durante as negociações, o índice operava abaixo dele às 13h41, com alta de 1,08%, aos 208.442 pontos. A diferença mostra que a pontuação máxima intradiária não corresponde necessariamente ao nível de fechamento da Bolsa.
O desempenho da Bolsa nesta sexta-feira ocorre após a divulgação da primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno presidencial, que mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48%. O levantamento foi divulgado na quinta-feira (8).
Parte dos investidores associa a possibilidade de uma mudança de governo a expectativas de maior controle dos gastos públicos e ajustes na política fiscal. Essa interpretação tem favorecido a procura por ativos brasileiros, embora as perspectivas econômicas dependam das medidas que venham a ser efetivamente adotadas.
Leia também: Ibovespa sobe a 206 mil pontos com mercado de olho no 2º turno, enquanto dólar avança a R$ 5,02
A influência das eleições já havia ficado evidente no pregão de segunda-feira, quando o índice registrou sua maior valorização diária em mais de seis anos. Naquela sessão, o mercado reagiu ao resultado do primeiro turno e à nova composição do Congresso Nacional, em um movimento que também provocou forte queda do dólar e dos juros futuros.
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Siga o Times | CNBCOutro fator acompanhado pelos investidores nesta sexta-feira foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação oficial avançou 0,82% em setembro, superando a expectativa de 0,76% do mercado financeiro e revertendo a deflação de 0,32% registrada em agosto.
A aceleração dos preços foi influenciada principalmente pela energia elétrica e pelos alimentos. Com o resultado, a inflação acumulada chegou a 3,95% no ano e 4,58% em 12 meses, segundo os dados divulgados pelo IBGE.
Leia também: Inflação sobe 0,82% em setembro, acima do esperado, puxada por energia elétrica e alimentos
Mesmo diante da surpresa inflacionária, os juros futuros operavam em queda, acompanhando o movimento de valorização dos ativos brasileiros. O comportamento indica que, naquele momento do pregão, as expectativas relacionadas ao cenário eleitoral exerciam maior influência sobre as negociações do que a pressão adicional da inflação.
A sequência de recordes coloca em discussão a capacidade de o Ibovespa sustentar a valorização depois das eleições. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nessa quinta-feira (8), o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, avaliou que a continuidade do movimento dependerá da apresentação de um plano fiscal consistente após a definição do próximo governo.
Segundo o economista, a melhora das expectativas precisa ser acompanhada por medidas concretas para conter o crescimento das despesas públicas. Sem essa confirmação, existe o risco de correção dos preços dos ativos, especialmente diante de um ambiente de juros elevados e desaceleração econômica.
Leia também: Rali do mercado depende de ajuste fiscal crível após eleição, diz Sérgio Vale
O recorde desta sexta-feira, portanto, ocorre em um cenário de expectativas políticas favoráveis a parte dos investidores, mas ainda sujeito a incertezas econômicas. A máxima de 209.713 pontos representa um novo patamar histórico durante o pregão, enquanto o desempenho definitivo da sessão dependerá do fechamento das negociações.
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