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Ibovespa encosta nos 180 mil pontos com Petrobras e dólar cai a R$ 5,15 com apetite por ativos brasileiros

Publicado 01/09/2026 • 18:01 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 1,30%, aos 179.722,48 pontos, com volume financeiro de R$ 21,6 bilhões; dólar caiu 0,47%, a R$ 5,1557.
  • Petrobras e a leitura de que a composição do PIB abre espaço para novo corte da Selic sustentaram a bolsa.
  • Ativos brasileiros se descolaram do exterior, com o real avançando mesmo diante da alta do dólar frente às principais moedas.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (1º) e chegou a superar os 181 mil durante o pregão, em uma sessão de valorização das estatais e de melhora das expectativas para os juros domésticos.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 1,30%, aos 179.722,48 pontos, depois de oscilar entre 177.299,50 e 181.060,89 pontos. O volume financeiro somou R$ 21,6 bilhões.

O movimento chamou atenção pelo descolamento em relação ao exterior, onde o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a perspectiva de juros mais altos pressionaram os ativos de risco.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,47%, a R$ 5,1557, após variar entre R$ 5,1378 e R$ 5,2015. O recuo ocorreu mesmo com a moeda americana mais forte no exterior. No fim da tarde, o índice DXY subia 0,26%, aos 99,687 pontos.

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Estatais ajudam a puxar o índice

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o cenário eleitoral voltou a ganhar peso na formação dos preços no mercado brasileiro.

Segundo ele, pesquisas recentes e outros sinais acompanhados por investidores indicam uma disputa mais apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Na avaliação de Corleta, essa percepção aumentou as expectativas de uma política econômica mais comprometida com o ajuste das contas públicas no próximo governo.

O movimento favoreceu principalmente as estatais. Corleta destacou a força da Petrobras, que também se beneficiou da alta do petróleo, e do Banco do Brasil.

A melhora na percepção sobre os ativos domésticos apareceu também no câmbio. O real se valorizou mesmo em uma sessão de alta do dólar no exterior, movimento que evidenciou o peso dos fatores locais sobre os preços nesta terça-feira.

PIB reforça apostas em corte da Selic

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Outro fator que ajudou o mercado veio dos dados da economia brasileira. Segundo Corleta, o PIB ficou acima das expectativas, mas mostrou uma composição com enfraquecimento do consumo das famílias na comparação trimestral.

Para o analista, esse detalhe reduz parte da pressão esperada sobre a inflação e aumenta as apostas de que o Banco Central possa realizar um novo corte da Selic na próxima reunião.

Juros menores tendem a favorecer a bolsa ao reduzir o custo de financiamento das empresas e aumentar a atratividade da renda variável em relação às aplicações de renda fixa.

No câmbio, porém, cortes de juros no Brasil podem reduzir o diferencial em relação às taxas americanas, fator que tende a ganhar importância caso o Federal Reserve também adote uma postura mais dura.

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Exterior segue pressionado por Fed e Irã

A força dos ativos brasileiros contrastou com a cautela internacional.

Corleta destacou que investidores ainda digerem o tom mais duro adotado pelo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole. A sinalização de maior preocupação com a inflação elevou as apostas em uma nova alta dos juros americanos em setembro.

Ao mesmo tempo, a retomada das ofensivas entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar o petróleo e ampliou os riscos de inflação no exterior.

No mercado de moedas, o dólar avançou globalmente. Além da alta do DXY, o euro recuava 0,26%, a US$ 1,1588, enquanto a libra perdia 0,30%, a US$ 1,3511. Ainda assim, o real seguiu na direção contrária e terminou valorizado.

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