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Ibovespa fecha aos 189 mil pontos, sustentado por commodities e com mercado atento ao impasse entre Irã e EUA
Publicado 27/04/2026 • 17:11 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/04/2026 • 17:11 | Atualizado há 5 meses
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Ibovespa
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou as negociações desta segunda-feira (27) em queda de 0,61% aos 189.579 pontos. O movimento refletiu uma realização de lucros iniciada na semana passada após sessões consecutivas de recordes. É o menor nível desde o dia 07/04, quando o indicador atingiu o patamar de 188.258 pontos, segundo levantamento da RocketTrader.
Segundo especialistas ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, também pesou a abertura da curva de juros local e desempenho misto das commodities, especialmente em papéis ligados a minério de ferro e petróleo.
A perspectiva de juros elevados por mais tempo também pesou sobre setores dependentes de crédito e consumo, explicou Ricardo Hiraki Maila, sócio-fundador da Plano. Na avaliação dele, a bolsa brasileira segue sensível ao custo do dinheiro e ao fluxo estrangeiro. “Quando a taxa de juros permanece alta, o investidor fica mais seletivo. Empresas muito alavancadas ou dependentes de expansão via crédito tendem a sofrer mais, enquanto negócios com caixa forte e previsibilidade operacional ganham preferência”, afirma.
Para os próximos pregões, ele diz que o foco continuará dividido entre sinais do Banco Central, agenda fiscal em Brasília e indicadores americanos. “Hoje, dólar e bolsa reagem menos ao passado e mais ao que o mercado projeta para os próximos meses. Expectativa virou preço quase em tempo real”, conclui.
Apesar da queda, o índice foi sustentado pelo movimento das empresas de commodities, que aparecem na ponta positiva, refletindo o movimento dos preços de petróleo, como é o caso da Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e Petrorecôncavo (RECV3).
Para Fernando Bresciani, analista do Andbank, o movimento de baixa da bolsa reflete a ausência de novidades que sustentem o apetite por risco, além da saída de recursos estrangeiros nos últimos dias. “O mercado segue dependente de algum avanço no cenário geopolítico, especialmente envolvendo Estados Unidos e Irã, para melhorar a percepção de risco”, afirma.
A queda foi pressionada pela inflação no setor de construção civil e pela alta dos juros, apesar de acumular uma valorização de 18% no ano, disse David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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Siga o Times | CNBCEle destacou que o cenário externo, marcado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, continua sendo o principal vilão dos preços domésticos: “A inflação da construção civil, impactada diretamente pela guerra entre Estados Unidos e Irã, traz uma pressão forte para o setor. Somado a isso, o Boletim Focus trouxe o IPCA acima das projeções, o que estressa a curva de juros em todos os vértices e penaliza ativos de risco como as ações”.
O executivo da Brazil Wealth ressaltou que a “Super Quarta” será decisiva para calibrar as expectativas de custo de capital no país. “Nos Estados Unidos, a manutenção dos juros é dada como certa, mas no Brasil o ritmo de corte deve diminuir devido aos impactos inflacionários. Esperamos um ajuste de apenas 25 pontos-base, levando a Selic de 14,75% para 14,5%, pois o Banco Central deve aguardar novos dados antes de adotar uma postura menos restritiva”, explicou.
Sobre as projeções para o futuro da economia, Martins apontou que o patamar elevado dos juros já começa a sufocar a economia real. “O mercado já prevê a Selic em 13% no fim de 2026, algo impensável há poucos meses. Esse nível de juros elevado tem gerado recordes de pedidos de recuperação judicial e penaliza as famílias, já que a inflação projetada de 4,86% supera o teto da meta de 4,5% estipulado pelo governo”, afirmou.
A queda só não fo maior em razão da alta de alguns setores, que sustentaram o índice. O maior avanço foi da Usiminas, que avançou 6,96% após a divulgação de seu balanço, sendo cotada a R$ 8,14. Depois, vem Prio (2,75%), cotada a US$ 64,35, seguida pelo Assaí (1,70%), a R$ 9,58 e Natura (1,08%), aos R$ 10,26. Os dados são da RocketTrader.
Entre as perdas, o grande destaque foi a construtora Cury (-7,76%), aos R$ 30,20. Depois, vieram Hapvida (-6,67%) aos R$13,15 e Cyrela (-6,44%), aos R$ 22,66.
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