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Ibovespa recua e abre caminho para sexta semana seguida de perdas com pressão inflacionária e tensão global

Publicado 18/05/2026 • 17:19 | Atualizado há 7 minutos

KEY POINTS

  • Mercado reagiu à piora das projeções de inflação no boletim Focus, afastando expectativas de convergência para a meta do Banco Central.
  • Tensões no Oriente Médio e novas declarações de Donald Trump elevaram temores inflacionários globais e pressionaram juros internacionais.
  • Bancos e varejo lideraram as perdas da sessão, com quedas expressivas de Marisa e Casas Bahia.
ibovespa

Foto: Freepik.

O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (18) em baixa de 0,30%, aos 176.751 pontos, e iniciou o que pode ser a sexta semana seguida de recuo para o indicador. O índice acompanhou a piora nas expectativas fiscais e inflacionárias na esteira dos dados econômicos divulgados pela manhã, além do ambiente de cautela com a geopolítica.

“Foi um pregão lento, difícil de operar, com baixa amplitude, especialmente nos contratos futuros e derivativos, onde há maior atuação dos especuladores e traders. Um mercado travado, sem tendência clara intradiária, em que o principal movimento observado foi a venda de ações”, descreve Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing.

Ele afirma que o boletim Focus trouxe nova deterioração das expectativas para a inflação brasileira. Segundo o especialista, as projeções seguem se afastando tanto da meta inflacionária do Banco Central, de 3%, quanto do teto da banda de tolerância, de 4,5%. A interpretação no mercado é de que o quadro se torna “muito complicado” porque ocorre justamente em um momento em que a bolsa já apresenta uma tendência de baixa considerada bem definida.

Sant’Anna afirma que o fluxo estrangeiro para o mercado brasileiro parece ter diminuído nas últimas semanas ou, ao menos, perdido força de maneira provisória. A avaliação foi de que investidores internacionais vêm reduzindo exposição ao Brasil em meio ao aumento das incertezas globais.

Já Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, explica que no cenário internacional, o contexto voltou a piorar diante das incertezas quanto ao conflito no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou novas  mensagens de teor ameaçador, afirmando que “o tempo está correndo” e que, caso Teerã não aja rapidamente, “não sobrará nada”.

O aumento da tensão fez os barris de petróleo dispararem novamente, reacendendo temores inflacionários globais. Como reflexo, os rendimentos dos títulos públicos os EUA, Europa e Japão avançaram. O movimento foi acompanhado pelos juros futuros no Brasil.

“Esse comportamento, na minha visão, mostra uma preocupação crescente com pressões inflacionárias adicionais, o que naturalmente joga um balde de água fria sobre a expectativa de cortes de juros no curto prazo”, ele diz.

As ações de bancos caíram em bloco. Papéis do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil recuaram ao longo da sessão. O varejo também foi pressionado, com a Marisa registrando queda de 7,5% e a Casas Bahia recuando 10%. 

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