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Ibovespa sobe 0,46% com Petrobras e eleições; dólar avança a R$ 5,22 com petróleo e juros dos EUA

Publicado 01/10/2026 • 18:11 | Atualizado há 45 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 0,46%, aos 187.197,46 pontos, após oscilar entre 184.767,78 e 187.436,73 pontos; volume financeiro somou R$ 26,2 bilhões.
  • Petrobras ajudou a sustentar o índice com a forte alta do petróleo, enquanto investidores ajustaram posições a três dias do primeiro turno.
  • Dólar subiu 0,88%, a R$ 5,2204, acompanhando a valorização da moeda americana no exterior e a pressão dos juros dos Treasuries.

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (1º), depois de virar para o campo positivo ao longo da sessão. Petrobras ganhou força com a disparada do petróleo, enquanto a recuperação de Wall Street também ajudou o mercado local. No Brasil, investidores ajustaram posições na reta final antes do primeiro turno da eleição presidencial.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,46%, aos 187.197,46 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 184.767,78 pontos e a máxima de 187.436,73 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,2 bilhões.

No câmbio, o movimento foi diferente. O dólar à vista subiu 0,88%, a R$ 5,2204, após variar entre R$ 5,1702 e R$ 5,2374. Às 17h13, o contrato futuro para novembro avançava 0,67%, a R$ 5,2490.

Leia também: Ouro avança com recuo dos juros dos Treasuries e expectativa sobre os próximos passos do Fed

Petrobras ajuda Ibovespa a virar

O pregão começou pressionado pelo aumento dos juros dos títulos americanos, mas o Ibovespa recuperou terreno ao longo do dia.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, destacou que a sessão foi marcada pela disputa entre a pressão dos Treasuries e a forte valorização do petróleo.

“Hoje o mercado financeiro iniciou outubro sob uma forte volatilidade, garantindo uma virada positiva no final do dia”, afirmou.

O petróleo disparou mais de 4% depois de informações de que a China suspendeu exportações de combustíveis e diante do aumento das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento ampliou as preocupações com a oferta global de energia.

Petrobras se beneficiou da valorização da commodity e ajudou a sustentar o Ibovespa. Vale, que passou parte da sessão em baixa, também conseguiu se recuperar no fim do pregão.

Os bancos, por outro lado, ficaram entre as pressões negativas do dia.

Treasuries atingem níveis vistos pela última vez em 2002

A abertura mais cautelosa também refletiu a forte alta dos juros americanos.

O rendimento do Treasury de dez anos chegou a 5,34%, maior nível desde abril de 2002, antes de devolver parte do avanço durante a sessão. O movimento dos títulos tem sido alimentado por preocupações com inflação, dívida pública e trajetória dos juros nos Estados Unidos.

Para Martins, esse ambiente ajuda a explicar tanto a volatilidade da bolsa quanto a valorização do dólar.

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“Hoje um dia de alta também do dólar. A gente viu um investidor buscando essa moeda forte até mesmo pela alta nos títulos”, disse.

As bolsas americanas também começaram o dia pressionadas, mas se recuperaram conforme os rendimentos dos Treasuries recuaram das máximas. Wall Street terminou a sessão em alta moderada.

Martins avaliou que dados da indústria americana ajudaram a reduzir parte da preocupação com a necessidade de uma nova alta dos juros já na reunião de outubro do Federal Reserve.

O mercado também aguarda novos dados de emprego nos Estados Unidos, que devem fornecer mais sinais sobre a atividade e a próxima decisão do Fed.

Eleição entra na reta final

No Brasil, a proximidade do primeiro turno também manteve os investidores atentos.

Os levantamentos mais recentes continuam indicando uma disputa apertada entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), especialmente em cenários de segundo turno. Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta semana mostrou diferença de apenas 0,1 ponto percentual entre os dois em uma eventual segunda rodada, dentro da margem de erro.

A atenção nesta quinta-feira se voltou também para a nova rodada da pesquisa Datafolha e para o último debate presidencial da TV Globo antes da votação de domingo.

Segundo Martins, a eleição tem levado investidores a recalibrar posições diante das diferentes expectativas para política fiscal, juros e atividade econômica após a votação.

Leia também: Petróleo sobe e volta aos US$ 100 com preocupação global com estoques de diesel

Dólar sobe a R$ 5,22

O dólar acompanhou o fortalecimento da moeda americana no exterior e devolveu toda a queda da sessão anterior.

A moeda fechou em alta de 0,88%, a R$ 5,2204, próxima da máxima do dia, de R$ 5,2374.

No exterior, o índice DXY avançava 0,58%, aos 102,035 pontos. O euro recuava 0,78%, a US$ 1,1243, enquanto a libra perdia 0,50%, a US$ 1,3197.

A alta do petróleo reforçou as preocupações com a inflação global, enquanto os juros elevados dos Treasuries aumentaram a atratividade dos ativos denominados em dólar. A moeda americana chegou nesta quinta-feira ao maior nível em 17 meses diante do euro.

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