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Bancos recuam na Bolsa e cenário político-eleitoral pesa no mercado, avalia Felipe Corleta
Publicado 21/08/2025 • 19:39 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 21/08/2025 • 19:39 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
No programa Radar, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da The Link Investimentos, explicou que o mau desempenho das ações bancárias está ligado à crise envolvendo sanções ao ministro Alexandre de Moraes e ao impasse jurídico para os bancos.
“A notícia de que o Banco do Brasil cancelou cartões do ministro Alexandre de Moraes gerou mal-estar. Os bancos estão entre a cruz e a espada, tentando seguir tanto as sanções dos EUA quanto a legislação brasileira. Isso acende o alerta nos departamentos jurídicos e assusta o investidor”, afirmou.
Sobre o indiciamento de Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, Corleta disse que o mercado ainda não reagiu de forma intensa, mas vê sinais para o futuro. “Essas medidas contra o ex-presidente, ao contrário do que muitos pensam, têm maior aceitação que outras pautas da direita. A insistência na anistia, por exemplo, é impopular. Talvez, com o agravamento do caso Bolsonaro, surja um nome mais moderado para a direita, como Tarcísio de Freitas, e isso pode ser bem recebido pelo mercado”.
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Comentando a pesquisa Genial/Quaest, Corleta ressaltou a força da recuperação de Lula no Sudeste, com impacto direto na percepção dos investidores.
“A aprovação de Lula no Sudeste subiu de 32% para 42%. Hoje, o consenso entre os analistas é que, se a eleição fosse hoje, Lula venceria. Isso coloca pressão na direita, que tem um ano para tentar se reorganizar. O mercado tende a preferir uma mudança de governo com uma agenda mais pró-investimento e de juros baixos, diferente da atual, mais voltada à justiça social.”
Nos Estados Unidos, o balanço do Walmart indicou que a economia ainda está aquecida, o que pode adiar cortes de juros.
“O Walmart mostrou vendas fortes, mas com margens menores, pressionadas pelos custos. Isso revela uma economia aquecida e com risco inflacionário. O consumo segue forte, e isso, somado a outros indicadores, já fez o mercado reduzir de 98% para 73% a expectativa de corte de juros pelo Fed em setembro.”
Corleta também destacou a expectativa sobre o discurso de Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole, marcado para amanhã.
“Esse é o principal evento econômico da semana. Se Powell sinalizar cautela ou defender adiar os cortes de juros, o mercado vai reagir mal. O S&P 500 já está em sua quinta queda seguida, o que não acontecia desde janeiro. O humor do mercado está muito sensível a qualquer sinal de que o ciclo de alívio monetário pode ser postergado.”
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