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S&P 500 sobe 0,21% e encerra sequência de três pregões em queda
Publicado 19/08/2026 • 18:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/08/2026 • 18:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
AFP
O S&P 500 encerrou uma sequência de três pregões consecutivos de queda nesta quarta-feira (19), enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA recuaram após o Departamento do Tesouro anunciar uma operação ampliada de recompra de títulos de dívida de longo prazo.
O principal índice da Bolsa americana subiu 0,21%, aos 7.707,98 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,16%, aos 26.331,09 pontos. Já o Dow Jones Industrial Average, composto por 30 ações, ganhou 119,65 pontos, ou 0,22%, e fechou aos 53.463,05 pontos.
A alta, porém, perdeu força ao longo do pregão. Na máxima da sessão, o Dow chegou a subir mais de 360 pontos, ou 0,7%. O S&P 500 chegou a avançar 0,7%, enquanto o Nasdaq subiu 0,6%.
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A alta inicial das ações veio na esteira da queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro de prazo mais longo. O movimento ganhou força depois que o Departamento do Tesouro informou que pretende pelo menos dobrar o volume das recompras de sua dívida pública. A operação ampliada será concentrada em títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos, incluindo os papéis de 20 anos.
O rendimento do título do Tesouro americano de 30 anos (que havia atingido uma nova máxima em 19 anos, acima de 5,33%, no pregão anterior) caiu mais de 10 pontos-base, para 5,184%. Já o rendimento da nota do Tesouro de 10 anos recuou mais de 6 pontos-base, para 4,637%.
As ações de empresas que tendem a se beneficiar de juros mais baixos registraram algumas das principais altas do dia. Lowe’s e Home Depot subiram cerca de 2% cada.
“As ações de valor, por exemplo, estão indo muito bem hoje, o que mostra que a economia e o ciclo de lucros das empresas continuam muito fortes”, disse Massimo Santicchia, chefe de ações americanas da Procyon.
Por outro lado, Santicchia afirmou que existe atualmente “uma tensão no mercado”: de um lado, os fundamentos da economia continuam sólidos; de outro, o custo de capital permanece elevado por causa dos juros altos.
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Siga o Times | CNBCAinda assim, ele avaliou que o cenário continua sendo um “ambiente muito, muito bom para as ações”, diante das perspectivas positivas para os lucros corporativos.
A Moderna mais do que dobrou de valor, disparando cerca de 177%, em seu melhor pregão da história. A alta veio depois que uma vacina experimental contra o câncer de pele, desenvolvida em parceria com a Merck, apresentou resultados positivos em um estudo clínico de fase avançada. As ações da Merck subiram mais de 12%, ajudando a impulsionar o Dow Jones.
As ações da Marvell Technology avançaram quase 10% após a empresa anunciar um acordo com o Google envolvendo suas unidades de processamento tensorial (TPUs). Como parte do acordo, a Alphabet recebeu um direito de compra (warrant) de até US$ 12,2 bilhões em ações ordinárias da Marvell.
Por outro lado, outras empresas de tecnologia recuaram depois que o Wall Street Journal, citando fontes, informou que a OpenAI apresentou resultados do segundo trimestre que decepcionaram investidores. Embora a receita tenha crescido 18% do primeiro para o segundo trimestre, os prejuízos também aumentaram.
A Broadcom caiu mais de 4%, enquanto a Advanced Micro Devices (AMD) recuou quase 4%. O iShares AI Innovation and Tech Active ETF (BAI) perdeu cerca de 2%.
As principais médias acionárias dos EUA haviam encerrado o pregão de terça-feira em baixa, enquanto os rendimentos dos títulos soberanos de diversos países atingiram máximas de vários anos, em parte devido às preocupações com a inflação.
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Além da nova máxima em 19 anos do título americano de 30 anos, o rendimento do título japonês de 10 anos atingiu o nível mais alto em três décadas. Na França, o rendimento do título de 30 anos chegou ao maior patamar desde 2008. Na Alemanha, o rendimento do Bund de 30 anos atingiu o nível mais alto desde 2011.
Caso a inflação não desacelere, autoridades do Federal Reserve avaliam que os juros podem precisar permanecer mais altos, segundo a ata da reunião mais recente do banco central americano, divulgada nesta quarta-feira.
Na reunião de julho, três dirigentes do Fed votaram a favor de uma alta dos juros, contrariando a decisão da maioria.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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