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CNBCAções brasileiras disparam com Bolsonaro agora visto como grande favorito para vencer a presidência

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Bancos veem rali duradouro após eleições e projetam alta de mais de 30% para a bolsa de valores

Publicado 05/10/2026 • 20:22 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • O Ibovespa fechou esta segunda-feira (5) em alta de 7,70%, aos 206.911 pontos, após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial.
  • UBS calcula potencial superior a 30% para as ações brasileiras em um cenário de ajuste fiscal mais profundo; Morgan Stanley trabalha com Ibovespa a 250 mil pontos em sua projeção otimista.
  • J.P. Morgan elevou a recomendação do Brasil para overweight, enquanto Citi aumentou a exposição a ativos locais e Goldman Sachs vê espaço para valorização adicional do real.

Bancos internacionais revisaram suas avaliações sobre os ativos brasileiros nesta segunda-feira (5), após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno da eleição presidencial à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Como resultado, o Ibovespa avançou 7,70% nesta segunda-feira, aos 206.911 pontos, depois de alcançar 209.605 pontos na máxima do pregão. O dólar caiu 4,12%, para R$ 5,0018.

As projeções dos bancos não dependem apenas do resultado eleitoral. Entre as condições citadas nos relatórios estão a apresentação de um plano fiscal, a definição da equipe econômica, a trajetória dos juros e o ambiente externo.

Leia também: Ibovespa dispara e fecha acima dos 200 mil pontos pela 1ª vez na história após resultado do 1º turno

UBS calcula alta superior a 30%

O UBS passou a considerar um cenário de ajuste fiscal mais profundo e duradouro depois do resultado do primeiro turno e da composição eleita para o Congresso.

Nesse cenário, o banco calcula que as ações brasileiras poderiam registrar valorização superior a 30% nos próximos meses.

A projeção considera uma expansão do múltiplo preço sobre lucro das empresas acompanhada por redução dos juros reais. O banco estima que o mercado poderia negociar próximo de 11,8 vezes o lucro esperado, ante cerca de 8,7 vezes anteriormente.

O relatório destaca bancos, varejo, construção, utilities, educação, saúde e empresas de menor valor de mercado entre os segmentos mais sensíveis a uma combinação de queda dos juros e redução do prêmio de risco.

No entanto, para que essa reavaliação ocorra, o UBS cita a necessidade de uma âncora fiscal confiável, mudanças nos gastos obrigatórios e uma trajetória de dívida que permita juros reais menores.

Morgan Stanley trabalha com Ibovespa a 250 mil pontos

O Morgan Stanley mantém 250 mil pontos para o Ibovespa em seu cenário otimista. O cenário considera um múltiplo preço sobre lucro próximo de 11,6 vezes, dólar a R$ 4,50 e Selic em 9,75%. No cenário-base, a referência do banco para o Ibovespa é de 215 mil pontos.

Em relação ao fechamento desta segunda-feira, o nível representa uma valorização de aproximadamente 21%.

O Morgan Stanley avalia que a redução dos prêmios de risco pode antecipar parte dos efeitos de uma eventual mudança na política fiscal, com reflexos no câmbio e nos juros antes mesmo que uma melhora das contas públicas apareça nos dados.

J.P. Morgan eleva Brasil para overweight

O J.P. Morgan elevou nesta segunda-feira a recomendação para as ações brasileiras de neutra para overweight, indicação de uma exposição acima da média ao mercado local.

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O banco calcula que o MSCI Brazil, índice de referência para ações brasileiras no mercado internacional, pode avançar cerca de 12% no curto prazo, com potencial de chegar posteriormente a uma valorização próxima de 20%.

Na avaliação da instituição, o mercado brasileiro negociava a cerca de 8,9 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses. Em um cenário mais favorável, esse múltiplo poderia chegar a aproximadamente 10,9 vezes.

Parte dessa reavaliação poderia ocorrer no curto prazo. Uma alta adicional dependeria das propostas econômicas apresentadas na reta final da eleição, da composição da futura equipe de governo e do cenário externo.

Citi aumenta exposição ao Brasil

O Citi também aumentou sua exposição a ativos brasileiros depois do primeiro turno. A instituição ampliou posições no Ibovespa e em títulos prefixados do Tesouro e considera que ainda há espaço para valorização caso os juros longos continuem recuando e o prêmio de risco diminua.

No mercado acionário, o banco mantém preferência por empresas com maior sensibilidade às mudanças no ambiente doméstico, que tendem a reagir mais à queda dos juros e à entrada de recursos na bolsa.

O Citi também ressalta que a volatilidade deve continuar até o segundo turno, diante das pesquisas eleitorais, da formação de alianças e das propostas que serão apresentadas pelas duas campanhas.

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Goldman Sachs vê espaço para dólar abaixo de R$ 5

O Goldman Sachs também trabalha com valorização adicional do real em um cenário de melhora fiscal.

O banco calcula que o dólar poderia ficar entre R$ 4,50 e R$ 4,80 caso o próximo governo adote uma política fiscal mais restritiva.

Segundo a instituição, uma cotação próxima de R$ 4,80 representaria a retirada de parte do prêmio fiscal incorporado à moeda brasileira nos últimos anos. Para uma valorização maior do real, seria necessário um processo mais forte de consolidação das contas públicas, além de condições externas favoráveis.

Os cenários mais positivos apresentados pelos bancos, no entanto, dependem de decisões que ainda não estão definidas.

Os relatórios citam principalmente a necessidade de conhecer o plano para as contas públicas, a equipe econômica e as medidas que o próximo governo pretende apresentar ao Congresso.

Até lá, a reprecificação dos ativos continuará ligada às sinalizações dos dois candidatos e à avaliação do mercado sobre a política econômica que poderá ser adotada a partir de 2027.

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