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Calendário econômico: PIB no Brasil e mercado de trabalho nos EUA no radar da primeira semana de março
Publicado 27/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/02/2026 • 22:46 | Atualizado há 2 meses
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Bolsa de valores
Pixabay
A próxima semana reúne eventos que podem redefinir expectativas para juros, câmbio e bolsa. O mercado entra no período com postura mais cautelosa diante da divulgação do PIB brasileiro, da bateria de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, da reunião da Opep+ e do balanço da Petrobras.
Confira as principais agendas.
Por aqui, o principal evento local acontece na terça-feira (3), com a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) do quarto trimestre e do consolidado de 2025 pelo IBGE. As prévias indicam crescimento entre 2,2% e 2,5% no acumulado do ano, mas com perda de tração em relação a 2024.
Para Leandro Manzoni, analista de economia do Infoeconomics, o número será determinante para a precificação de ativos. “Se o PIB vier acima do consenso, pode elevar juros futuros, pressionar o Ibovespa e influenciar o dólar. Se vier abaixo, reforça cortes maiores e favorece bolsa e juros.”
Também na terça-feira (3) sai o Caged de janeiro. Já na quinta-feira (5), o IBGE divulga a taxa de desemprego do trimestre encerrado em janeiro.
Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, a combinação de dados domésticos deixa naturalmente o investidor mais defensivo. “É uma daquelas semanas em que o mercado prefere observar antes de se comprometer.”
Segundo ele, o PIB tende a recalibrar o risco local, enquanto emprego e massa salarial ajudam a projetar consumo, atividade e dinâmica de juros ao longo dos próximos meses.
Na quinta-feira (5), após o fechamento do mercado, a Petrobras divulga o balanço do quarto trimestre de 2025. O resultado pode ampliar movimentos nas ações da companhia e influenciar o Ibovespa B3, pelo forte peso da petroleira na carteira do índice.
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No Brasil, serão divulgadas a balança comercial de fevereiro e a taxa de desemprego do trimestre encerrado em janeiro. André Galhardo, economista-chefe da consultoria Análise Econômica, projeta que a taxa de desemprego deve subir de 5,1% para 5,5% na primeira leitura do ano.
“Apesar da elevação da desocupação, o movimento tem natureza sazonal e é amplamente esperado
pelo mercado, não sugerindo, neste momento, deterioração adicional das condições do
mercado de trabalho brasileiro”, avalia.
Segundo Galhardo Nesse contexto, ainda que a taxa de desocupação aumente no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026, não há preocupações adicionais relevantes.
Em relação a balança comercial brasileira, a projeção da consultoria Análise Econômica é de superávit de US$4,5 bilhões em fevereiro, após saldo positivo de US$4,3 bilhões em janeiro. O resultado tende a ser favorecido pela desaceleração das importações.
No exterior, a semana começa com o ISM manufatureiro na segunda-feira (2). Na quarta-feira (4), saem o ADP e o Livro Bege do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na quinta-feira (5), o mercado acompanha pedidos de seguro-desemprego e o relatório da Challenger sobre demissões.
O foco, porém, está no payroll de fevereiro, divulgado na sexta-feira (6).
Para Manzoni, o dado americano será o principal balizador para as expectativas de corte de juros pelo Fed. “O mercado de trabalho americano segue sendo o divisor de águas para as expectativas de corte do Fed.”
Já Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, avalia que o dado pode definir o tom para ativos brasileiros. Se o número vier mais fraco que o consenso, o cenário tende a favorecer emergentes, com dólar mais fraco e alívio na curva de juros. Se vier forte, pode reforçar a tese de juros elevados por mais tempo nos EUA e pressionar o real.
Antes mesmo da abertura dos mercados, a Opep+ se reúne no domingo (1º) para decidir sobre a produção de abril. Com o Brent acima de US$ 70, a decisão pode mexer com expectativas inflacionárias.
Para Uarian, a sinalização da Opep+ pode aliviar ou intensificar a pressão sobre combustíveis e influenciar o tom do Copom nas próximas reuniões.
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