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Caso Master ou guerra no Irã: o que realmente está movendo o mercado?
Publicado 04/03/2026 • 21:17 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/03/2026 • 21:17 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, reacendeu a atenção do mercado sobre o caso. Apesar disso, analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC avaliam que o impacto direto sobre a bolsa brasileira tende a ser limitado.
Segundo especialistas, boa parte do risco já foi precificada nos ativos após as primeiras revelações do caso. Agora, o foco dos investidores volta a se concentrar em outros fatores, especialmente o cenário internacional e a escalada da guerra no Oriente Médio.
Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o episódio não representa risco sistêmico para o sistema financeiro brasileiro. Segundo ele, o caso tende a gerar mais volatilidade de curto prazo do que um choque estrutural para o mercado.
“O sistema financeiro brasileiro é sólido e bem regulado. O episódio já foi em grande parte absorvido pelos investidores. O que permanece no radar não é exatamente um risco estrutural, e sim o impacto reputacional e o aumento pontual da percepção de risco”, afirmou.
Na avaliação do executivo, os principais vetores para a bolsa nas próximas sessões continuam sendo a trajetória dos juros no Brasil, o comportamento das commodities e o fluxo de capital estrangeiro.
Leia também: PF entrega dados sigilosos de Vorcaro à CPMI do INSS
O peso das commodities continua relevante porque empresas ligadas a petróleo e minério têm participação importante no Ibovespa. Mudanças nas expectativas de juros também seguem afetando diretamente o valuation das empresas.
Para Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos da Axia Investing, houve reprecificação inicial em bancos e fintechs após a divulgação do caso, mas o mercado agora aguarda novos desdobramentos.
“Se não surgirem novos fatos, entendo que já está precificado. Mas se aparecerem novos títulos fraudulentos ou exposição de outros bancos, pode haver uma segunda onda de reprecificação dos ativos”, afirmou.
Segundo ele, o foco do mercado hoje se desloca cada vez mais para o cenário externo.
A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a colocar o risco geopolítico no centro das decisões de investimento. Para analistas, o principal canal de transmissão para o mercado financeiro é o preço das commodities, especialmente o petróleo.
Sant’Anna afirma que a alta da commodity pode pressionar a inflação global e alterar expectativas sobre juros.
“O principal driver neste momento é a guerra no Oriente Médio e seus efeitos no preço das commodities. Uma alta do petróleo pode pressionar a inflação e alterar a precificação da taxa de juros”, disse.
O aumento da incerteza também tem provocado maior volatilidade nos mercados.
Segundo o especialista, o ambiente atual favorece movimentos de realização de lucro e oscilações mais intensas no curto prazo.
“Vamos ver mais volatilidade. Bolsa subindo 2%, caindo 2%. O investidor fica mais cauteloso e prefere realizar lucro diante de um cenário tão incerto.”
Em momentos de tensão geopolítica, ativos considerados de proteção costumam ganhar espaço nas carteiras.
Rios afirma que dólar e ouro voltam a aparecer com mais força nesses períodos, enquanto as criptomoedas também entram na estratégia de diversificação, embora com comportamento mais volátil.
Segundo Sant’Anna, o movimento recente mostra uma rotação de capital em busca de proteção.
“O dinheiro está se realizando em alguns ativos e correndo para dólar, ouro e até criptoativos em busca de proteção.”
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Vorcaro é transferido para o CDP de Guarulhos
Apesar do ambiente global mais incerto, o fluxo de capital estrangeiro segue positivo na bolsa brasileira em 2026.
Levantamento da Elos Ayta mostra que o investidor internacional já aportou R$ 42,56 bilhões na bolsa nos dois primeiros meses do ano, considerando ofertas de ações e negociações no mercado secundário.
Para efeito de comparação, o valor é equivalente ao valor de mercado da Raia Drogasil, atualmente em torno de R$ 41,8 bilhões.
O número também já supera todo o fluxo registrado em 2025, quando a entrada líquida foi de R$ 26,87 bilhões.
Segundo Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, mesmo desconsiderando IPOs e follow-ons, o saldo permanece praticamente o mesmo, em R$ 42,41 bilhões, indicando que o movimento é sustentado principalmente por compras no mercado secundário.
O fluxo estrangeiro ajudou a impulsionar o Ibovespa. Em 2026, o índice já renovou 13 máximas históricas até fevereiro.
De acordo com Rivero, o movimento pode refletir uma reavaliação do risco Brasil por parte de investidores internacionais.
Entre os fatores que ajudam a explicar o retorno do capital externo estão juros reais elevados, valuation mais barato da bolsa brasileira e busca global por diversificação em mercados emergentes.
Para analistas, a continuidade desse fluxo será determinante para sustentar o desempenho da bolsa ao longo do ano.
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