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Dólar, ouro, Bitcoin: guerra no Irã reacende busca por proteção; veja onde investir
Publicado 02/03/2026 • 22:47 | Atualizado há 3 dias
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Publicado 02/03/2026 • 22:47 | Atualizado há 3 dias
KEY POINTS
A escalada da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã recolocou o modo defensivo no centro do mercado. O dólar comercial encerrou a segunda-feira (2) em alta de 0,62%, a R$ 5,165, após um pregão de volatilidade. No ouro, o contrato mais líquido na Comex fechou com alta de 1,21%, a US$ 5.311,6 por onça-troy. Já o Bitcoin negociava no patamar de US$ 69.024 por volta das 22h44.
Em choques geopolíticos, o investidor tende a procurar ativos que funcionem como “seguro” para a carteira. A dúvida é se esse seguro vale o preço, e, principalmente, qual ativo cumpre melhor esse papel.
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Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o metal foi o termômetro imediato do risco. “O ouro reagiu primeiro e reagiu com força”, diz. Ele afirma que o movimento tem uma leitura objetiva. “O mundo voltou a pagar prêmio de risco pela segurança do metal”.
Na avaliação de Adriana Ricci, especialista em mercado financeiro e fundadora da SHS Investimentos, o ouro segue sendo o hedge com desempenho mais consistente quando a incerteza sobe. Para ela, se o conflito se prolongar ou houver temores de escalada, a tendência é de o metal continuar forte.
O ponto prático, na leitura de Rios, é entender função antes de retorno: “O ouro é o protagonista natural de proteção neste momento”. Ele defende o uso como âncora defensiva, não como aposta de curto prazo. Isso vale especialmente para quem quer atravessar turbulência sem depender apenas de risco local.
O dólar voltou a ser buscado, mas nem sempre entrega um movimento tão “limpo” quanto o ouro. Rios descreve esse comportamento como mais condicionado. “O dólar segue em posição estratégica, mas não funciona de forma tão direta quanto o ouro”.
Na mesma linha, Adriana Ricci ressalta que, em cenários de risco, o fluxo global pode migrar para a moeda americana por ser referência internacional. No entanto, o desempenho do dólar pode oscilar conforme juros nos EUA e direção dos fluxos. Isso significa que a moeda tende a proteger como diversificação cambial, mas não é garantia de alta em linha reta.
A discussão fica ainda mais complexa com o que Guilherme Ravache, analista de tecnologia do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, chamou de “fator Trump”. “Isso gera uma incerteza muito grande”. Além disso, ele levanta uma hipótese mais estrutural. “Num governo do Trump, talvez [o dólar] não seja tão seguro assim”. A ideia, segundo o especialista, é que a percepção de neutralidade da moeda pode ser testada ao longo do tempo se a imprevisibilidade aumentar.
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O Bitcoin teve um comportamento típico de ativo de risco em choques: caiu no susto e depois tentou recuperar. “Ele não se comportou como defesa imediata. Respondeu com volatilidade”, pondera Rios.
Ravache ajuda a explicar o porquê, ao citar que o ataque ocorreu em um fim de semana, quando os mercados tradicionais estavam fechados. “Você não tem muita visibilidade de exatamente o que vai acontecer”, diz. Nesse ambiente, a cripto pode virar “válvula” de ajuste. Ele aponta que “muito investidor vende o Bitcoin para cobrir a posição e liquidar a posição”, o que pode ampliar a oscilação.
Na leitura de Adriana Ricci, o Bitcoin pode até funcionar como diversificador, mas ainda não tem o histórico do ouro e do dólar como proteção em crises geopolíticas intensas.
Rios vai na mesma direção. “O Bitcoin tem função complementar e faz mais sentido em fatias menores para quem aceita volatilidade”.
O consenso entre os analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC é que a resposta depende menos de “aproveitar a valorização” e mais de qual problema se quer resolver: proteção contra choque de risco, diversificação cambial ou uma alocação tática com volatilidade.
No desenho defensivo, o ouro aparece como o pilar mais recorrente. O dólar entra como proteção para quem tem patrimônio muito concentrado em real, especialmente quando o estresse global aumenta. O Bitcoin, por sua vez, entra como escolha de perfil, com tamanho menor.
As recomendações dos analistas convergem para caminhos simples e regulados, com liquidez na B3:
Na leitura de Augusto Mergulhão, sócio da Economista e sócio da Andaluz Investimentos, a lógica do momento é ter proteção proporcional ao risco que a carteira já carrega, especialmente para quem tem renda variável. Ele também cita ouro e dólar como instrumentos clássicos de defesa.
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