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Dólar fecha abaixo dos R$ 5 e reflete força relativa do fluxo para mercados emergentes
Publicado 14/04/2026 • 17:33 | Atualizado há 4 semanas
Publicado 14/04/2026 • 17:33 | Atualizado há 4 semanas
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Foto: Unsplash
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta terça-feira, 14, em queda de 0,07% ante o fechamento de ontem, cotado aos R$ 4,99. É a segunda vez consecutiva que a moeda tem esse patamar, após dois anos acima de R$ 5. É a quinta sessão consecutiva de baixa.
Na sessão, a moeda oscilou entre R$ 4,97 e R$ 4,99, enquanto o índice DXY – que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes – recuou 0,24%, para 98,133 pontos.
Segundo Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o movimento recente do dólar não reflete uma enfraquecimento da moeda americana, mas a força relativa do fluxo para mercados emergentes – e o Brasil está sendo diretamente beneficiado por isso.
“O real vem ganhando tração muito mais por entrada de capital do que por uma mudança estrutural interna profunda. O investidor estrangeiro voltou a se posicionar, aproveitando o diferencial de juros e o desconto histórico dos ativos brasileiros. Isso naturalmente pressiona o dólar para baixo”, explica o executivo.
O bom humor se deve a alguns fatores. Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a rotação global de capital, busca por rendimento fora dos Estados Unidos e aumento da exposição ao risco vem beneficiando o mercado nacional. Além disso, qualquer sinal de estabilização ou desaceleração da economia americana tende a reforçar esse movimento.
“O Ibovespa segue o otimismo externo, com as bolsas globais reagindo positivamente às perspectivas de novos encontros diplomáticos para negociações entre Irã e Estados Unidos. Esse movimento é que derruba o preço do petróleo, suaviza curvas de juros, derruba o dólar globalmente e favorece ativos de risco, com destaque para o mercado brasileiro, que tem se beneficiado fortemente do fluxo externo”, explica.
O ambiente doméstico também ajuda. Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o diferencial de juros segue com perspectivas de permanecer elevado diante de um discurso conservador do Banco Central em relação a guerras e os efeitos inflacionários mais amplos.
“O real ainda encontra sustentação pelo patamar alto do preço do petróleo refletindo a melhora nos termos de troca e ampliação do superávit comercial. A combinação de dólar globalmente mais fraco, carry elevado e fluxo positivo sustentou a apreciação do real, ainda que o movimento exija cautela e seja passível de reversões”, conclui.
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