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Dólar fecha a R$ 5,15 após quarto dia de queda consecutiva

Publicado 24/02/2026 • 17:21 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • A moeda norte-americana sofreu baixa pelo quarto dia consecutivo, diante mudanças tarifárias de Trump e um fluxo de migração de recursos dos Estados Unidos para outros mercados.
  • Dólar oscilou entre R$ 5,1429 e R$ 5,1845 durante a sessão.
notas de dóalar com uma seta de indicador de queda

Canva

O dólar à vista fechou em baixa de 0,26%, cotado a R$ 5,15 nesta terça-feira (24), após oscilar entre R$ 5,1429 e R$ 5,1845. A moeda norte-americana sofreu baixa pelo quarto dia consecutivo, diante mudanças tarifárias de Trump e um fluxo de migração de recursos dos Estados Unidos para outros mercados.

O apetite de risco dos investidores se fortaleceu, impulsionando a alta da bolsa brasileira, que chegou aos 191 mil pontos, o que também diminuiu o fluxo para o dólar.

O índice DXY subiu 0,14%, para 97,845 pontos.

O que movimentou a moeda?

Diego Hernandez, economista e sócio fundador da Ativo Investimentos, explica que o dólar digeriu hoje os efeitos futuros da queda das tarifas americanas para 10%. “Entendemos que enquanto o prêmio pelo risco no Brasil continuar expressivo o fluxo de capital gringo buscará ativos brasileiros para compor os portfólios”, destaca.

Já Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, diz que o desempenho positivo das bolsas no Brasil e no exterior pressionou o ritmo do dólar. “A entrada de recursos externos e o elevado diferencial de juros brasileiro seguiram como fatores relevantes de sustentação do real, contribuindo para o movimento de apreciação da moeda local frente ao dólar”, aponta.

Olhar do dólar para 2026

Segundo Rafael Pastorello, portfolio manager do Banco Sofisa, esse movimento de queda também traz uma visão do ano, já presente nas projeções do Boletim Focus, do Banco Central, que pela primeira vez em 19 semanas revisou para baixo a expectativa de câmbio em 2026, agora em R$ 5,45.

Pastorello destaca, contudo, que alguns pontos merecem atenção, entre estes o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos que pode reduzir nos próximos meses. Além disso, o especialista cita volatilidade típica de períodos eleitorais deve se intensificar a partir do segundo trimestre, podendo gerar oscilações adicionais no mercado de câmbio.

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