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Mapa da semana na bolsa: quem brilhou, quem tombou e o que explica os movimentos

Publicado 07/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • O Ibovespa fechou a semana praticamente estável, após forte volatilidade, renovando máximas históricas no início do período e sofrendo realização no meio da semana.
  • Construtoras e empresas ligadas à economia doméstica lideraram as altas, beneficiadas por expectativa de juros menores, melhora no crédito e notícias corporativas positivas.
  • Entre as quedas, Raízen, Cogna e Totvs pressionaram o índice, afetadas por preocupações com endividamento, realização de lucros e rotação de fluxo para setores considerados mais defensivos.

O Ibovespa B3 encerrou a primeira semana de fevereiro com leve alta acumulada de 0,87%, aos 182.950 pontos, após dias marcados por forte volatilidade.

O índice chegou a renovar máximas históricas no início do período, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pelo otimismo com a perspectiva de cortes na Selic. No entanto, uma realização mais intensa no meio da semana pressionou bancos, empresas de tecnologia e papéis mais sensíveis a risco.

Veja as ações que se destacaram e as que mais recuaram nesta semana, segundo levantamento do TradeMap:

Maiores altas da semana

AçãoVariação semanal
Direcional (DIRR3)+13,33%
Cury (CURY3)+12,86%
Vamos (VAMO3)+11,78%
MRV (MRVE3)+10,78%
Vibra (VBBR3)+10,43%

Fonte: Levantamento TradeMap

Maiores quedas da semana

AçãoVariação semanal
Raízen (RAIZ4)-18,45%
Cogna (COGN3)-16,26%
Totvs (TOTS3)-15,03%
Hapvida (HAPV3)-9,46%
Yduqs (YDUQ3)-7,98%

Fonte: Levantamento TradeMap

O que explica os movimentos

Para Gabriel Uarian, analista CNPI da Cultura Capital, o saldo positivo do índice escondeu uma semana bastante instável. “A semana de 1º a 6 de fevereiro de 2026 foi mista para o Ibovespa B3, que fechou com leve alta acumulada de cerca de +0,87%, após volatilidade intensa”, afirma.

Segundo ele, a rotação favoreceu empresas mais ligadas à economia doméstica e aos juros.

Entre os destaques positivos, a Direcional (DIRR3) avançou com a melhora do cenário para habitação popular. O papel foi beneficiado pela expectativa de crédito mais barato e maior demanda imobiliária. “Favorecido pelo ambiente positivo para o setor imobiliário de baixa renda com expectativa de corte na Selic”, diz o analista.

A Cury (CURY3) também surfou neste movimento, somando o fator renda à tese macro. A aprovação de dividendos reforçou o apetite dos investidores. “Impulsionada pela aprovação de distribuição de proventos (R$ 140 milhões)”, afirma Uarian.

Já a Vamos (VAMO3) reagiu a notícias estratégicas ligadas à transição energética. “Subiu forte após anúncio de parceria estratégica com a Tupy para produção de caminhões e ônibus movidos a biometano e gás natural”, acrescenta.

Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, vê o movimento como reflexo direto do ciclo de juros. Para ele, o setor imobiliário se beneficia de fundamentos sólidos. “O movimento reflete um ambiente macro mais favorável: juros em queda, melhora gradual do crédito imobiliário e um fluxo mais forte para empresas com foco em médio padrão”, afirma.

No caso da Vamos, ele destaca previsibilidade operacional. “Crescimento recorrente e boa visibilidade operacional”, resume.

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Do lado negativo, Raízen (RAIZ4) liderou as perdas após preocupações com alavancagem e estrutura de capital. O papel sofreu forte pressão vendedora. “A ação despencou com preocupações intensas sobre o elevado endividamento”, explica Uarian.

A Cogna (COGN3) devolveu parte do rali recente, em um movimento de realização típico após altas fortes no setor de educação. “Refletindo correção após valuation esticado e fluxo saindo de small caps”, diz.

Já a Totvs (TOTS3) acompanhou a fraqueza global de tecnologia e ações de crescimento. “Sofreu com movimento negativo em tecnologia/software, influenciado por realização global em tech”, completa Rios.

Para o CEO da LR3 Investimentos, o cenário é mais de ajuste do que de deterioração estrutural. Raízen sentiu revisões de expectativas, enquanto educação e tecnologia passaram por reposicionamento tático. “É um mercado seletivo, onde execução operacional e previsibilidade seguem sendo os principais filtros de valorização”, conclui.

Acumulado do ano

No acumulado de 2026, as maiores altas se concentram em papéis ligados a combustíveis, locação de veículos, infraestrutura e construção civil. Já entre as quedas predominam ações de saúde, varejo discricionário, tecnologia e serviços.

Maiores altas do ano (até 06/02/2026)

AçãoVariação em 2026
Vamos (VAMO3)+38,08%
Ultrapar (UGPA3)+27,61%
B3 (B3SA3)+26,13%
Vibra Energia (VBBR3)+25,38%
Cyrela (CYRE3)+25,02%

Fonte: Levantamento TradeMap

Maiores baixas no ano (até 06/02/2026)

AçãoVariação em 2026
Hapvida (HAPV3)-20,10%
Vivara (VIVA3)-12,30%
Totvs (TOTS3)-10,00%
CPFL Energia (CPFE3)-7,47%
Smart Fit (SMFT3)-6,39%

Fonte: Levantamento TradeMap

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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