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Fundos Multimercados sob revisão: gestores repensam peso e estratégia nas carteiras
Publicado 11/04/2026 • 08:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 11/04/2026 • 08:50 | Atualizado há 5 meses
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Os fundos multimercados viveram março sob pressão, e o impacto chegou às mesas de alocação. Gestores de patrimônio e responsáveis por fundos de fundos em instituições como Itaú, BNP Paribas Asset Management, SulAmérica Investimentos e Tivio Capital revisaram posições, ajustaram pesos e saíram do mês com uma convicção reforçada: diversificação e diligência na escolha de gestores não são opcionais.
Marcelo Segalis, superintendente da área de Fund of Funds do Itaú, resume o dilema. “Quando o cenário muda abruptamente, é muito difícil se proteger totalmente”, disse. Para ele, a migração dentro da classe já estava em curso nos últimos dois anos, com movimentação para estratégias como long & short. “Ainda não é o principal risco, mas já começa a fazer algum trabalho na carteira dos clientes”, afirmou Segalis. “Não é por achar que a indústria errou. Fazemos mudanças para buscar o melhor equilíbrio do portfólio.”
A avaliação é compartilhada por João Uchoa Borges Filho, líder de Fundos de Fundos do BNP Paribas Asset Management Brasil, para quem o episódio de março reforça que disciplina na gestão de risco é o que separa portfólios em momentos de choque. “Não é momento de ficar na torcida. Quando a volatilidade sobe e o cenário fica incerto, a redução de posição é natural”, afirmou.
Marcel Andrade, head de Investment Solutions da SulAmérica Investimentos, defende que o leque de estratégias dentro dos multimercados é parte da solução. “A diversificação é a chave. Embora o drawdown em março tenha sido forte, outros fundos se beneficiaram do movimento do mercado. O importante é avaliar controles de risco e selecionar gestores de forma criteriosa”, disse. Para Andrade, a fatia de multimercados não é posição para ajustes frequentes. “É uma porção de risco do portfólio que não vamos ficar movimentando durante o mês ou mesmo durante o ano.”
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Siga o Times | CNBCGabriel Marquezino, gestor de FoFs da Tivio Capital, foi além e realizou mudanças na alocação. A gestora reduziu a exposição a multimercados de cerca de 30% para aproximadamente 15%. “Estamos buscando gestores mais nichados, com risco idiossincrático e estratégias complementares. Um gestor especializado em Bolsa, outro em juros, outro em commodities. O multimercado macro tradicional tem perdido valor dentro da carteira”, afirmou Marquezino.
O percentual médio de alocação em multimercados no Brasil, segundo ele, costuma ficar em torno de 30%, bem acima dos 10% destinados a hedge funds nos Estados Unidos.
Apesar dos ajustes, os alocadores não descartam uma recuperação da classe. Borges Filho, do BNP Paribas Asset Management, aponta que o ambiente pode mudar com rapidez. “Se houver uma melhora, aquele ambiente do início do ano pode voltar rapidamente, com queda de juros e fluxo para emergentes”, avaliou. O desafio, segundo ele, é equilibrar a preservação de capital com a capacidade de capturar essas oportunidades quando elas surgirem.
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