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Ouro caminha para pior mês desde 2008 enquanto guerra com o Irã entra na quinta semana
Publicado 31/03/2026 • 08:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/03/2026 • 08:00 | Atualizado há 1 hora
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Foto: Freepik.
O ouro avançava levemente na manhã de terça-feira (31), mas o metal segue a caminho de registrar sua maior queda mensal em quase 17 anos.
Por volta das 2h30 (horário de Brasília), o ouro à vista nos Estados Unidos subia cerca de 1%, cotado a US$ 4.553,69 por onça. Os contratos futuros com vencimento mais próximo avançavam 0,6%, para cerca de US$ 4.553.
Os ganhos ocorreram em meio à incerteza persistente sobre os rumos da guerra entre Estados Unidos e Irã, que entrou na quinta semana.
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O Wall Street Journal informou na noite de segunda-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a assessores que estaria disposto a encerrar as hostilidades militares contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse em grande parte fechado.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que Washington está “em negociações sérias” com autoridades iranianas, mas acrescentou que, caso um acordo não seja alcançado em breve, as forças americanas atacarão usinas de energia, poços de petróleo e a estratégica Ilha de Kharg.
Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em entrevista à Al Jazeera, publicada na segunda-feira, que os objetivos de Washington no Irã seriam alcançados em “semanas, não meses”.
A Reuters informou que 2.500 fuzileiros navais dos EUA chegaram ao Oriente Médio no fim de semana. Autoridades não identificadas disseram à agência que as tropas enviadas pertencem à elite da 82ª Divisão Aerotransportada.
O conflito no Oriente Médio tem pressionado os preços do ouro. A disparada do petróleo e do gás elevou as expectativas de um pico de inflação nas economias, o que pode levar a uma rodada de alta de juros.
Os preços à vista acumulam queda mensal de 14,6%, o que representaria o maior recuo desde outubro de 2008, quando o metal caiu 16,8%.
Leia também: Ouro e prata despencam com investidores abandonando metais de refúgio seguro
Wayne Nutland, gestor de investimentos da Shackleton Advisers, afirmou à CNBC que os últimos quatro anos mudaram a forma como o ouro é negociado.
“Antes da guerra na Ucrânia, o preço do ouro tendia a ser inversamente correlacionado aos rendimentos reais dos títulos e ao dólar americano, subindo quando esses indicadores caíam e recuando quando eles avançavam”, disse.
“O período posterior à guerra na Ucrânia desestruturou essas relações, especialmente em 2025 e no início de 2026, quando o ouro subiu de forma muito intensa, muito além do que essas relações históricas sugeriam.”
Segundo Nutland, após o início da guerra com o Irã, o ouro voltou a apresentar um comportamento mais tradicional.
“Os rendimentos dos títulos e o dólar subiram e, nesse contexto, o ouro demonstrou novamente sua sensibilidade inversa a esses indicadores, caindo em consequência disso”, afirmou. “As quedas podem também ter sido agravadas pela forte valorização do ouro antes de 2026 e por uma possível disposição dos investidores em realizar lucros.”
Iain Barnes, diretor de investimentos da Netwealth, disse que a volatilidade do ouro tem sido o dobro da média histórica nos últimos meses, impulsionada pelo aumento da participação de investidores financeiros.
“Bancos centrais internacionais que buscam diversificar suas reservas para longe do dólar podem ter iniciado o mercado de alta do ouro nos últimos anos, mas, ao fim, o mercado ficou sem novos compradores financeiros e viu uma ampla realização de lucros à medida que a incerteza mais ampla atingiu os mercados e o dólar se fortaleceu”, afirmou em e-mail.
Barnes observou que, embora o cenário econômico e de mercado seja diferente do de 2008, há semelhanças no fato de que investidores com “posições excessivamente alavancadas em commodities” ampliaram de forma significativa os movimentos de preços após uma mudança nos fundamentos e no sentimento em relação ao dólar.
“No primeiro semestre de 2008, investidores reforçaram a tese de crescimento dos mercados emergentes, impulsionando os preços das commodities junto com a fraqueza do dólar, mesmo enquanto as economias ocidentais perdiam fôlego”, acrescentou. “À medida que a crise financeira global se espalhou, o apetite por risco colapsou e o ouro foi atingido, assim como commodities mais produtivas, como petróleo e cobre, enquanto o dólar disparava. Neste ano, o mercado novamente identificou onde os investidores estavam mais expostos: posições excessivas em ouro, visto como o último ativo de proteção remanescente.”
Em relatório divulgado na segunda-feira, analistas do Goldman Sachs afirmaram que seguem com visão construtiva para o ouro, apesar da venda recente provocada pela guerra com o Irã. Eles observaram que o mercado revisou a trajetória de política monetária do Federal Reserve para uma ou nenhuma redução de juros neste ano.
“[Ainda assim] continuamos projetando o ouro a US$ 5.400 por onça até o fim de 2026, à medida que a diversificação dos bancos centrais prossegue, o posicionamento especulativo atualmente baixo se normalize e o Fed entregue os 50 pontos-base de cortes que nossos economistas esperam”, afirmaram. “Nosso cenário-base não pressupõe nova liquidação do ouro pelo setor privado nem diversificação adicional significativa além do impulso modesto decorrente dos cortes do Fed.”
Os analistas acrescentaram que, embora os riscos de curto prazo para a projeção estejam inclinados para baixo — caso a interrupção persistente no Estreito de Ormuz mantenha o ouro vulnerável a novas liquidações —, o cenário de médio prazo é diferente.
“No médio prazo, os riscos estão inclinados para cima caso o episódio com o Irã — juntamente com outros desdobramentos geopolíticos mais amplos (como Groenlândia e Venezuela) — acelere a diversificação para o ouro e pressione a percepção sobre a sustentabilidade fiscal das economias ocidentais”, concluíram.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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