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Ouro encerra o pregão em leve alta após avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã
Publicado 16/06/2026 • 16:50 | Atualizado há 2 horas
Publicado 16/06/2026 • 16:50 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Magnific
Os contratos futuros do ouro encerraram esta terça-feira (16) em leve alta, com o acúmulo dos ganhos potencializados após as duas últimas sessões. Os investidores acompanham os desdobramentos do acordo entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Além disso, as atenções do mercado se voltam para as decisões sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação aos juros, previstas para esta quarta-feira (17).
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em alta de 0,06%, a US$ 4.354,40 por onça-troy, enquanto a prata para julho recuou 0,24%, a US$ 70 013 por onça-troy.
Nesta terça-feira, o presidente norte-americano Donald Trump informou que as negociações com o Irã avançaram para uma nova etapa, com foco na decisão das questões relacionadas ao programa nuclear iraniano. Em Teerã, as autoridades afirmaram que embarcações já retomaram o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
Leia mais: Bolsas europeias fecham em alta diante de possível acordo provisório entre Estados Unidos e Irã
Para Mauriciano Cavalcante, consultor da Ourominas, o cenário coloca os valores do ouro em leve alta diante da combinação da leitura geopolítica, petróleo e expectativa sobre juros globais. Ele explica que o possível acordo entre EUA e Irã ajudou a reduzir a pressão sobre o petróleo, o que muda a leitura do mercado.
“Se a energia deixa de pressionar tanto a inflação global, diminui também a percepção de que os bancos centrais precisarão manter juros elevados por um período ainda mais prolongado. Para o ouro, esse cenário tende a ser positivo, porque reduz parte do custo de carregamento do metal e reforça seu papel como proteção em carteiras”, detalha.
Em análise, o Barclays avalia que o metal precioso possui espaço para uma recuperação ainda maior, a depender da continuidade do alívio geopolítico, particularmente em um cenário em que a queda dos preços da energia alivie a inflação e as pressões sobre as taxas de juros.
Ainda sobre as commodities preciosas, o Julius Baer destaca que a demanda por investimentos em ouro e prata deve se recuperar, mesmo que não seja tão forte quanto o registrado antes do início da guerra no Oriente Médio.
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