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Ouro recua com avanço do dólar e cautela sobre possível acordo entre EUA e Irã

Publicado 03/08/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ouro fecha em queda após volatilidade, pressionado por dólar forte e alta dos juros dos Treasuries.
  • Expectativa de acordo entre EUA e Irã reduz demanda por ativos de proteção.
  • Deutsche Bank aponta suporte do ouro em US$ 3.900 e prevê potencial de alta até US$ 4.700.
barras e moedas de ouro empilhados

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O contrato mais líquido do ouro encerrou a sessão desta segunda-feira (3), em queda após uma trajetória de volatilidade ao longo do pregão. O metal chegou a operar em alta diante das notícias envolvendo o Oriente Médio, mas perdeu força durante o dia e terminou pressionado por uma combinação de fatores.

Entre os principais elementos que influenciaram o desempenho do ouro estiveram as expectativas de avanço em um acordo entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente americano, Donald Trump, além da queda nos preços do petróleo, da valorização do dólar e da alta dos juros dos Treasueries, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

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Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em dezembro recuou 0,40%, encerrando a sessão a US$ 4.075,9 por onça-troy. Já a prata para setembro avançou 0,12%, fechando a US$ 57,856 por onça-troy.

Em análise sobre o mercado, o Deutsche Bank avaliou que tanto a valorização quanto a correção recente do ouro ocorreram em intensidade menor do que indicada pelo modelo de regressão de preços da instituição. Segundo o banco, o metal pode ter encontrado um ponto de suporte próximo de US$ 3.900 por onça, em vez de recuar para US$ 3.700, como apontava a projeção baseada na regressão.

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A instituição afirmou ainda que o ouro eliminou a defasagem em relação ao seu valor considerado justo. Ao considerar ajustes relacionados ao excesso de demanda oficial, o Deutsche Bank estima que o valor justo do metal pode alcançar aproximadamente US$ 4.700 por onça até o fim do ano. A projeção anterior do banco indicava US$ 4.600 por onça no quarto trimestre de 2026.

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No cenário de política monetária dos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou manter uma visão otimista de que as pressões inflacionárias devem diminuir gradualmente. Segundo ele, caso a inflação não desacelere conforme o esperado, o Federal Reserve não hesitará em elevar os juros para garantir o retorno dos preços à meta.

Williams afirmou que sua previsão pessoal aponta para uma redução da inflação na segunda metade deste ano e uma queda ainda maior no próximo. O dirigente também destacou a existência de elevada incerteza sobre o cenário econômico atual e afirmou que o conflito renovado no Oriente Médio amplia as dúvidas sobre o momento em que os preços de energia poderão recuar.

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