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Ouro fecha com alta de 0,54% e volta à faixa de US$ 4.300, mas acumula queda de 2,34% na semana

Publicado 25/09/2026 • 15:43 | Atualizado há 30 minutos

KEY POINTS

  • Ouro sobe 0,54% e fecha a US$ 4.321,20 por onça-troy, após dias de perdas.
  • Petróleo em queda alivia a pressão sobre o metal, que ainda acumula baixa de 2,34% na semana.
  • Juros e Treasuries seguem no radar, com o rendimento dos títulos de 10 anos chegando a 5,2% e reduzindo a atratividade do ouro.

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O ouro recuperou parte das perdas recentes na sexta-feira (25), em meio à queda dos preços do petróleo durante a sessão. O movimento ajudou a reduzir parcialmente a pressão sobre o metal, que voltou a ser negociado na faixa de US$ 4.300 por onça-troy.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para dezembro avançou 0,54% no dia, encerrando a US$ 4.321,2 por onça-troy. Apesar da recuperação na sessão, o metal acumulou queda de 2,34% ao longo da semana. A prata para dezembro também terminou o pregão em alta de 1,25%, a US$ 67,14 por onça-troy, mas registrou desvalorização semanal de 3,48%.

Nos dias anteriores, o ouro havia sido pressionado pelo avanço dos preços do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries. Segundo o Commerzbank, a forte elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano contribuiu para o aumento das taxas de juros reais e se tornou uma das principais pressões adversas sobre o metal.

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O rendimento do Treasury de dez anos chegou a 5,2%, maior nível desde junho de 2007. Para o banco, a alta reflete expectativas crescentes de novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve (Fed), em meio a declarações recentes de várias autoridades da instituição que destacaram a necessidade de novas elevações das taxas. Como o ouro não gera juros, rendimentos e taxas mais elevados reduzem sua atratividade nesse cenário.

O petróleo também teve papel nesse movimento. De acordo com o Commerzbank, a alta dos rendimentos dos Treasuries foi reforçada pelo avanço das cotações da commodity, após a frustração das expectativas de uma solução diplomática para o conflito envolvendo o Irã. Na sexta-feira, contudo, os preços do petróleo recuaram, o que ajudou a interromper parcialmente a pressão sobre o ouro.

Mesmo diante da mudança nas expectativas para os juros, o Commerzbank avalia que o ouro tem demonstrado resiliência. O banco destaca que as projeções do mercado para a taxa básica do Fed no fim do ano estão significativamente acima dos níveis observados em julho. Naquele período, quando as expectativas de juros eram menores, o ouro era negociado em torno de US$ 4.000 por onça-troy.

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