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CNBCTrump diz à CNBC que EUA estão “muito determinados” a fechar acordo com o Irã

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Petróleo fecha em alta com guerra no Oriente Médio e Brent volta aos US$ 100

Publicado 24/03/2026 • 16:23 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Petróleo sobe cerca de 4% e Brent volta ao patamar de US$ 100 após tombo de 10% na véspera
  • Escalada de tensões entre Israel e Irã e incerteza sobre negociações elevam volatilidade do mercado
  • Risco no Estreito de Ormuz e oferta mais apertada aumentam temor de crise global de combustíveis

Petrolífera

O petróleo fechou em forte alta nesta terça-feira (24) e recuperou parte das perdas da véspera, em meio à continuidade dos ataques entre Israel e Irã e à incerteza sobre possíveis negociações envolvendo os Estados Unidos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio avançou 4,79% (US$ 4,22), a US$ 92,35 o barril.

Já o Brent para junho subiu 4,49% (US$ 4,22), a US$ 100,23 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, voltando ao patamar de US$ 100 após recuar cerca de 10% na segunda-feira (23).

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O movimento reflete a volatilidade do mercado diante de informações conflitantes sobre os rumos da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de um acordo diplomático.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão da ofensiva contra o Irã por cinco dias, citando avanços diplomáticos. Ao mesmo tempo, segundo a mídia americana, o governo planeja enviar 3 mil soldados para apoiar operações na região.

Do lado iraniano, o regime segue cético em relação às intenções dos EUA. Segundo o The Wall Street Journal, autoridades temem que negociações presenciais possam resultar em uma tentativa de assassinato de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do país.

Já o príncipe Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, tem pressionado Trump a manter a ofensiva contra o Irã, de acordo com o The New York Times.

Para o analista da Oanda Elior Manier, ainda há incerteza sobre a profundidade e a efetividade das negociações, especialmente no curto prazo. “A situação deve ficar mais clara ao longo desta semana”, afirmou.

Os investidores também monitoram o risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Segundo a Bloomberg, o Irã passou a cobrar taxas de trânsito de até US$ 2 milhões para algumas embarcações comerciais, embora afirme que a medida se aplica apenas a navios ligados a aliados dos Estados Unidos.

Leia também: Escalada no petróleo pode levar Brent a US$ 120 e reacender risco de choque global, diz chefe global do Citi

Dois navios-tanque de gás com bandeira da Índia atravessaram a região sem incidentes e devem chegar ao destino ainda nesta semana.

Com a oferta mais apertada, o CEO da Shell, Wael Sawan, afirmou que a escassez de combustíveis deve se intensificar em abril. Países do sul da Ásia já enfrentam dificuldades, e, segundo ele, o norte asiático e a Europa podem ser os próximos a sentir os efeitos.

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