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Petróleo fecha próximo aos US$ 100 após bloqueio no Estreito de Ormuz
Publicado 13/04/2026 • 16:47 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/04/2026 • 16:47 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
Por que o preço do petróleo disparou após o fim do cessar-fogo entre EUA e Irã?
O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (13) e voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o início de um bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, mesmo com um cessar-fogo ainda em vigor.
O WTI para maio, negociado na Nymex, subiu 2,6%, ou US$ 2,51, e encerrou o dia a US$ 99,08 por barril. Já o Brent para junho, na ICE, avançou 4,36%, ou US$ 4,16, para US$ 99,36 por barril.
O mercado segue reagindo ao risco de interrupção em uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo. Para Phil Flynn, analista do Price Futures Group, o temor em torno de Ormuz vem sustentando os preços nas últimas semanas, embora a deterioração da demanda também comece a entrar no radar.
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Segundo ele, bloqueios prolongados tendem a pressionar o consumo, à medida que surgem racionamento, formação de estoques e sinais de desaceleração econômica.
A disparada do petróleo também já começa a gerar resposta de governos. A Alemanha anunciou nesta segunda uma redução temporária do imposto sobre energia para diesel e gasolina por dois meses.
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Siga o Times | CNBCAo longo da tarde, porém, os contratos perderam força e se afastaram das máximas do dia depois de Trump afirmar que o Irã voltou a procurar os Estados Unidos para retomar as negociações. As conversas realizadas no fim de semana, no Paquistão, terminaram sem acordo definitivo.
Trump disse que Teerã “claramente não estava levando as conversas de paz a sério”. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, acusou Washington de mudar “constantemente” suas exigências durante as tratativas.
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Apesar da escalada, a agência britânica UK Maritime Trade Operations (UKMTO) afirmou que, até agora, não há indicação de interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz para embarcações com origem ou destino fora do Irã. Ainda assim, a travessia pode ocorrer sob maior presença militar, comunicações direcionadas e inspeções.
Dados da MarineTraffic mostram que pelo menos dois petroleiros inverteram o curso nas proximidades do estreito pouco depois do início do bloqueio.
Em paralelo, França e Reino Unido anunciaram nesta segunda-feira uma iniciativa própria para tentar restaurar a navegação em Ormuz, em movimento separado da ação conduzida pelos Estados Unidos.
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