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Ouro recua com fortalecimento do dólar e mercado à espera da ata do Fed

Publicado 07/07/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Metal precioso perdeu força diante da alta dos rendimentos dos Treasuries e da valorização do dólar em meio às tensões no Oriente Médio.
  • Investidores aguardam a divulgação da ata do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos.
  • Presidente do Fed de Nova York afirmou estar mais otimista com a inflação após a recente queda dos preços da energia.

O ouro encerrou o pregão desta terça-feira (7) em baixa, pressionado pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelo fortalecimento do dólar, enquanto investidores mantiveram postura cautelosa antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed).

O movimento ocorreu em um ambiente de maior aversão ao risco, impulsionado pelas novas hostilidades no Estreito de Ormuz, que elevaram os preços do petróleo e contribuíram para a alta das taxas dos Treasuries, reduzindo a atratividade do metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto recuou 0,24%, encerrando cotado a US$ 4.157,40 (R$ 21.658,05) por onça-troy. A prata para setembro caiu 1,60%, para US$ 61,33 (R$ 319,53) por onça-troy.

As atenções do mercado permanecem voltadas para a publicação da ata da última reunião do Fed, prevista para quarta-feira (8). Segundo Somesh Kapuria, da Hola Prime, o documento poderá influenciar diretamente o comportamento dos rendimentos dos títulos públicos americanos e, consequentemente, a trajetória do ouro no curto prazo.

Enquanto aguardam o documento, operadores seguem ajustando as expectativas para os juros nos Estados Unidos. De acordo com a ferramenta CME FedWatch, o mercado atribui 59,6% de probabilidade de um aumento da taxa básica na reunião de setembro.

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Inflação no radar

Também nesta terça-feira (7), o presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou estar menos preocupado com a inflação do que há algumas semanas, citando o recuo esperado nos preços da energia.

Segundo ele, a expectativa é de que a queda desses custos contribua para reduzir a inflação cheia nos próximos meses.

“A inflação ainda está muito alta, mas me sinto um pouco mais positivo sobre a perspectiva de curto prazo por causa das quedas nos preços da energia que vamos ver”, afirmou Williams em entrevista à Fox Business.

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