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Real tem desempenho global histórico contra o dólar
Publicado 30/01/2026 • 11:14 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 30/01/2026 • 11:14 | Atualizado há 2 horas
O dólar caiu nesta quinta-feira (24) pelo quinto pregão consecutivo em relação ao real e fechou abaixo da linha de R$ 5,70, em meio à expectativa crescente de arrefecimento da guerra comercial.
Valter Campanato/Agência Brasil
O real brasileiro iniciou 2026 em posição incomum no ranking global de moedas. Levantamento da Elos Ayta, que acompanha a variação do dólar ante 28 moedas globais, mostra que o real registra a segunda maior valorização do mundo em janeiro, até o dia 29, ficando atrás apenas do peso chileno.
No período, o real acumula alta de 5,9% ante o dólar Ptax, taxa de referência calculada pelo Banco Central. O desempenho é superado apenas pelo peso chileno, que apresenta valorização de 6,2%. Na sequência aparecem moedas como a coroa norueguesa, o dólar australiano e o rand sul-africano.

O resultado ocorre em um ambiente de enfraquecimento global do dólar. Segundo o levantamento, em 22 das 28 economias monitoradas a moeda americana se desvaloriza ao longo de janeiro. Em apenas cinco países o dólar registra valorização e, em um caso, estabilidade. O movimento é disseminado, mas o Brasil se destaca pela intensidade da valorização.
A performance do real ganha ainda mais relevância quando observada sob uma perspectiva histórica. O avanço registrado em janeiro de 2026 é o maior desde janeiro de 2025, quando a moeda brasileira subiu 6,21%, e figura como a quarta maior valorização para meses de janeiro desde 2020. Em termos estatísticos, trata-se de um início de ano raro para o câmbio brasileiro.

O contraste com períodos recentes de estresse ajuda a dimensionar a mudança de cenário. Desde 2020, a maior desvalorização mensal do real ocorreu em março daquele ano, com queda de 13,46%, no auge da aversão global a risco durante a pandemia. O segundo pior episódio veio em junho de 2022, quando a moeda recuou 9,72%, em meio ao aperto monetário global. Em junho e outubro de 2024, o real voltou a sofrer, com perdas de 5,71%, em um ambiente de incertezas fiscais domésticas.
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No recorte internacional, o estudo mostra que o enfraquecimento do dólar não é homogêneo. As maiores perdas cambiais em janeiro concentram-se em economias específicas. A rúpia indiana lidera as desvalorizações, com queda de 1,96%, seguida pela lira turca (-0,99%) e pela rupia indonésia (-0,56%). O dado reforça que fatores domésticos continuam sendo determinantes para o desempenho relativo das moedas.
Para o economista Einar Rivero, da Elos Ayta, o comportamento do câmbio neste início de ano sintetiza um cenário atípico: dólar mais fraco de forma disseminada, algumas moedas emergentes se destacando e o real figurando entre as principais valorizações globais, algo pouco frequente na história recente.
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