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Dinheiro pesa no amor: millennials e geração Z evitam parceiros endividados
Publicado 23/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Unsplash
A situação financeira passou a ocupar um espaço cada vez maior nas decisões sobre relacionamentos nos Estados Unidos. Uma pesquisa do TD Bank, que ouviu 2 mil adultos para o 2026 Love & Money Survey, mostra que 46% dos americanos afirmam que as dívidas ou os hábitos financeiros de uma pessoa influenciariam a decisão de iniciar um relacionamento sério.
O peso é ainda maior entre as gerações mais jovens. Entre os millennials, 51% consideram a situação financeira do parceiro um fator relevante, enquanto o índice chega a 49% entre a geração Z. Entre a geração X e os baby boomers, ambos os grupos registraram 39%.
Para Ashley Weeks, estrategista de patrimônio do TD Bank ao Fortune, a diferença está relacionada principalmente ao cenário econômico enfrentado pelos mais jovens, marcado por dívidas estudantis, inflação e custos elevados de moradia.
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A preocupação com dinheiro também aparece antes do casamento. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados considerariam assinar um acordo pré-nupcial.
O resultado acompanha uma mudança na percepção sobre esse tipo de contrato, que passou a ser visto por parte das gerações mais jovens não apenas como uma medida relacionada ao divórcio, mas também como uma ferramenta de planejamento financeiro.
A experiência de familiares com separações também influencia essa percepção. Para Weeks, pessoas que acompanharam divórcios de pais ou avós podem ter uma visão mais pragmática sobre a divisão de patrimônio e preferir estabelecer previamente as próprias regras.
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Entre as seis regiões metropolitanas analisadas com uma amostra maior: Nova York, Boston, Miami, Filadélfia, Charlotte e Washington, D.C.. Miami apresentou os maiores sinais de pressão financeira.
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Siga o Times | CNBCNa cidade, 73% dos entrevistados disseram sentir pelo menos alguma pressão para aparentar sucesso financeiro na vida pessoal. O índice também foi elevado quando o assunto foi esconder informações: 65% afirmaram ter pelo menos um segredo financeiro, contra 56% na média nacional.
Além disso, 82% dos moradores de Miami disseram ter adiado pelo menos um grande marco da vida por razões financeiras. Em Nova York, o percentual foi de 69%.
A pesquisa mostra ainda que esconder informações sobre dinheiro é relativamente comum. Trinta por cento dos entrevistados disseram já ter ocultado uma compra ou decisão financeira de um parceiro ou familiar. Outros 11% afirmaram manter uma conta bancária escondida das pessoas mais próximas.
Entre os assuntos mais frequentemente escondidos estão dívidas no cartão de crédito, apostas e uma pontuação de crédito ruim. Segundo Weeks, o comportamento pode estar ligado ao receio de julgamento e à dificuldade de conversar abertamente sobre dinheiro.
Ao mesmo tempo, o apoio financeiro entre familiares permanece comum. Cerca de dois terços dos entrevistados disseram já ter recebido algum tipo de ajuda financeira de familiares ou pessoas próximas, enquanto aproximadamente 70% afirmaram já ter oferecido esse tipo de auxílio.
O levantamento também indica que cerca de um terço dos participantes faz parte da chamada “geração sanduíche”, que precisa oferecer suporte financeiro simultaneamente a filhos e familiares idosos.
Para Weeks, o aumento da preocupação com dinheiro nos relacionamentos está menos relacionado a uma mudança no comportamento das pessoas e mais ao tamanho dos compromissos financeiros envolvidos. Quando dívidas, gastos e patrimônio passam a ser compartilhados, a situação econômica de um parceiro pode ter impacto direto na vida do outro.
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