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OpenAI descarta IPO neste ano, enquanto Altman, Musk e Amodei alertam que IA avança rápido demais
Publicado 13/09/2026 • 13:04 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 13/09/2026 • 13:04 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Steve Jurvetson / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa não abrirá capital neste ano, citando preocupações crescentes com a segurança da inteligência artificial.
Em entrevista à Fortune publicada no sábado (12), Altman disse que realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) neste momento seria “imprudente”. A decisão adia uma das estreias mais aguardadas do mercado para, pelo menos, 2027.
No mês passado, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, havia dito a funcionários que a companhia provavelmente abriria capital em 2027 ou até antes, caso os negócios continuassem a acelerar.
Os comentários de Altman foram feitos no mesmo dia em que o CEO da Anthropic, Dario Amodei, publicou um artigo defendendo que empresas de inteligência artificial reduzam o ritmo de avanço de seus modelos mais sofisticados.
Altman e Elon Musk manifestaram apoio à proposta nas redes sociais, em uma rara demonstração de concordância entre três dos principais rivais do setor.
Amodei apresentou um plano de três etapas para moderar o ritmo de desenvolvimento da tecnologia sem, segundo ele, “sacrificar a vantagem comercial ou a liderança dos Estados Unidos em IA”.
A Anthropic também se prepara para uma possível abertura de capital, embora ainda não tenha divulgado oficialmente quando pretende realizar o IPO.
A aproximação entre Altman, Amodei e Musk ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre os riscos associados ao avanço da inteligência artificial e ao impacto dessas discussões sobre os planos comerciais das empresas do setor.
No artigo, Amodei defendeu que as empresas controlem a velocidade com que ampliam as capacidades de seus modelos.
A proposta surge em um momento em que pesquisadores vêm pedindo uma desaceleração coordenada no desenvolvimento das tecnologias mais avançadas.
Segundo Amodei, o objetivo não seria interromper o treinamento de modelos ou o progresso tecnológico, mas garantir mais tempo para adoção de mecanismos de segurança e para avaliações independentes.
A primeira etapa do plano prevê que avaliadores externos tenham acesso semelhante ao de funcionários para verificar práticas de segurança e relatar incidentes. A Anthropic afirmou que já adotou essa medida de forma unilateral.
A segunda etapa prevê a criação de padrões comuns de segurança entre as principais empresas de IA de países democráticos. A terceira propõe coordenação entre governos democráticos e regimes autoritários.
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Siga o Times | CNBC“Reduzir o ritmo não significa interromper o treinamento de modelos ou o progresso técnico, mas garantir que as empresas tenham tempo suficiente para alinhar e proteger seus modelos”, escreveu Amodei.
O debate ganhou força após o pesquisador Jacob Coxon deixar a Anthropic nesta semana, alegando preocupação com os riscos representados pelo desenvolvimento da inteligência artificial.
Coxon, que também trabalhou na OpenAI, afirmou que as empresas estariam “apostando com nossas vidas” e disse que pessoas envolvidas no desenvolvimento da tecnologia acreditam que ela poderia representar um risco extremo ainda nesta década.
Embora esse seja um cenário extremo, preocupações sobre a possibilidade de a inteligência artificial provocar eventos catastróficos não são novas entre pesquisadores da área.
Em 2023, executivos e especialistas, incluindo Altman e Amodei, assinaram uma declaração segundo a qual reduzir o risco de extinção provocado pela IA deveria ser tratado como uma prioridade global, ao lado de ameaças como pandemias e guerras nucleares.
Amodei afirmou que propostas de desaceleração já eram discutidas naquele período, mas avaliou que ainda não faziam sentido porque os modelos eram menos capazes de agir no mundo real.
Segundo ele, os sistemas daquela época também ainda não tinham capacidade relevante de realizar ações como manipulação, fraude ou ataques cibernéticos.
A discussão também avança em Washington, onde parlamentares dos dois principais partidos defendem novas salvaguardas para a inteligência artificial.
O debate ganhou força após uma série de ataques cibernéticos realizados com alto grau de automação e sem controle humano direto.
Autoridades estaduais e municipais também enfrentam resistência crescente à expansão de centros de dados destinados à inteligência artificial, principalmente devido ao consumo de energia e água e aos impactos sobre as comunidades locais.
Com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos se aproximando, a inteligência artificial também começa a ganhar espaço no debate político.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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