Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
As conexões de Epstein com o Vale do Silício foram além de Gates e Musk
Publicado 09/02/2026 • 06:50 | Atualizado há 3 horas
CEO do Washington Post, Will Lewis anuncia saída após demissões em massa
EXCLUSIVO: Analistas de elite da Wall Street revelam 3 ações para ganhos de longo prazo
Elon Musk quer ser um trilionário e a SpaceX pode ajudá-lo a chegar lá
EXCLUSIVO: Berkshire Hathaway brilha com caixa recorde enquanto setor de tecnologia recua
EXCLUSIVO: Luckin Coffee desafia hegemonia do Starbucks na China com nova aposta no mercado premium
Publicado 09/02/2026 • 06:50 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Divulgação/Netflix
Como Jeffrey Epstein acumulou milhões operando fora do sistema financeiro tradicional
A mais recente divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de milhões de documentos relacionados ao notório criminoso sexual e financista Jeffrey Epstein trouxe mais luz sobre as relações que ele construiu com diversas figuras influentes, incluindo muitos nomes da indústria de tecnologia americana.
Entre os destaques, os arquivos mencionam comunicações e encontros envolvendo o magnata da tecnologia Elon Musk e o cofundador da Microsoft Bill Gates, duas das pessoas mais ricas do mundo. Isso levou a um intenso escrutínio sobre ambos nas últimas semanas, embora os dois tenham negado qualquer irregularidade relacionada a Epstein.
No entanto, esses dois bilionários não são os únicos nomes do setor de tecnologia que aparecem repetidamente no vasto conjunto de novos documentos. Outros líderes do setor citados incluem o cofundador do Google Sergey Brin, o investidor de venture capital Peter Thiel, o ex-executivo da Microsoft Steven Sinofsky e o cofundador do LinkedIn Reid Hoffman.
Leia também: Como Jeffrey Epstein ficou tão rico? Entenda como sua fortuna foi construída
Embora esses quatro já tenham sido associados a Epstein no passado, as novas divulgações revelam mais detalhes do que se sabia anteriormente sobre suas relações com o criminoso sexual condenado, com registros que incluem e-mails, agendas e fotografias.
Brin e Sinofsky não comentaram o assunto, enquanto Thiel e Hoffman afirmaram que seus contatos com Epstein ocorreram apenas por motivos legais e legítimos.
As autoridades enfatizaram que o fato de um nome constar nos registros não indica evidência de irregularidade nem comprova que a pessoa fazia parte de uma suposta lista de clientes ou de um esquema de chantagem.
Ainda assim, os arquivos ajudam a traçar um retrato dos esforços de longa data de Epstein para se inserir — e, em alguns casos, se tornar confidente e intermediador de poder — em alguns dos círculos mais influentes do Vale do Silício antes de sua morte, em 2019.
Leia também: Clintons pedem depoimento público sobre Epstein e acusam politização no Congresso
Peter Thiel, investidor de venture capital e cofundador da Palantir e do PayPal — onde trabalhou anteriormente ao lado de Elon Musk — também aparece nos arquivos de Epstein. A mais recente divulgação mostra correspondências entre os dois e sobre os dois.
Essas comunicações começaram por volta de 2014 e duraram até aproximadamente 2019, poucos meses antes de Epstein ser preso sob acusações federais de tráfico sexual, e muito depois de ele ter sido formalmente acusado por crimes sexuais em 2006.
Entre os materiais está a gravação de uma conversa sem data entre Epstein e o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak, na qual Epstein menciona Thiel.
Na gravação, Epstein aconselha Barak sobre como usar suas conexões para conseguir um cargo lucrativo em uma empresa, citando a Palantir como uma possível opção. Ele acrescenta que ainda não havia se encontrado com Thiel, mas esperava vê-lo na semana seguinte.
De fato, os dois acabaram se aproximando, com e-mails ao longo dos anos que incluíam planos de encontros, discussões sobre a campanha de Donald Trump e outras trocas informais. Antes de um encontro planejado, a equipe de Thiel chegou a enviar suas restrições alimentares à equipe de Epstein.
Documentos divulgados pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes em novembro de 2025 também mostraram que Epstein convidou Thiel para visitá-lo “no Caribe”.
Em resposta a um pedido de comentário da CNBC, um representante de Thiel afirmou que o investidor nunca visitou a famosa ilha particular de Epstein nas Ilhas Virgens.
Leia também: Caso Epstein: confira as personalidades mencionadas em arquivos de Jeffrey Epstein
O New York Times informou em junho que Epstein, em 2015 e 2016, investiu US$ 40 milhões em dois fundos administrados por uma empresa de venture capital cofundada por Thiel.
Em uma participação em podcast exibida em 16 de agosto de 2024, Thiel falou sobre alguns de seus encontros com Epstein, dizendo que se encontrou com ele algumas vezes a partir de 2014, após ser apresentado por Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn.
Thiel afirmou que as conversas se concentravam em questões tributárias e aconselhamento financeiro. Ele acrescentou que subestimou a gravidade dos crimes anteriores de Epstein devido à sentença branda que ele recebeu em 2008 e à confiança que depositava no julgamento de contatos em comum.
As divulgações mais recentes dos arquivos de Epstein trazem diversas referências a Reid Hoffman, que cofundou o LinkedIn em 2002, com comunicações entre os dois mostrando várias trocas de e-mails amistosas.
Embora grande parte da correspondência estivesse relacionada à captação de recursos para o Media Lab do MIT, ela também incluía interações pessoais, aconselhamento tributário, planos de encontros e menções a presentes enviados por Hoffman a Epstein. Os documentos também confirmam uma visita que Hoffman fez à ilha particular de Epstein em 2014.
Hoffman já havia reconhecido anteriormente a visita à ilha, afirmando que a viagem teve fins estritamente filantrópicos e que posteriormente se arrependeu de não ter investigado Epstein de forma mais aprofundada antes.
Outros e-mails, no entanto, mostram planos para visitas adicionais às propriedades de Epstein, incluindo o Zorro Ranch, no Novo México, e seu apartamento em Manhattan, embora não esteja claro quais dessas viagens de fato ocorreram. Hoffman confirmou recentemente encontros com Epstein em 2016, em Palo Alto e Cambridge.
Leia também: Epstein usou ‘direito ao silêncio’ ao ser questionado sobre Clinton
Epstein se refere a Hoffman como um “amigo muito próximo” e afirma, em determinado momento, que sentia falta de vê-lo e conversar com o empreendedor da internet. E-mails de 2014 também mostram o financista tentando ajudar a conectar Hoffman a oportunidades de investimento na Índia.
Em um e-mail de 2015, Epstein mencionou um jantar promovido por Hoffman em Palo Alto, com a presença de Zuckerberg, Musk, Thiel e do neurocientista do MIT Ed Boyden.
Após o evento, Hoffman colocou Zuckerberg e Epstein em contato por e-mail. Em resposta a uma consulta, a Meta direcionou a CNBC a uma declaração de 2019 de um porta-voz, afirmando que Zuckerberg não voltou a se comunicar com Epstein após o jantar.
Hoffman não respondeu a um pedido de comentário da CNBC. Ele já declarou anteriormente que se arrepende de suas interações com Epstein e defendeu a divulgação completa dos arquivos relacionados ao caso. Os documentos mais recentes analisados pela CNBC não continham indícios de irregularidades criminais ou envolvimento nas atividades ilícitas de Epstein.
No entanto, em novembro do ano passado, o presidente Donald Trump ordenou uma investigação do Departamento de Justiça sobre Hoffman, um importante doador do Partido Democrata, juntamente com o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.
Trump apresentou a investigação como uma apuração dos vínculos de democratas com Epstein, embora alguns críticos tenham argumentado que se tratava de uma tentativa de desviar a atenção das próprias menções de Trump nos arquivos. Trump já confirmou uma amizade passada com Epstein, mas afirmou que não tinha conhecimento de seus crimes e que rompeu a relação com ele anos antes.
Leia também: Bill Gates diz se arrepender de cada minuto que passou com Jeffrey Epstein
A divulgação dos arquivos também contém múltiplas referências a Sergey Brin, cofundador do Google, incluindo comunicações por e-mail.
Uma cadeia específica de e-mails de abril de 2003 mostra Brin se comunicando com Ghislaine Maxwell, companheira de longa data de Epstein e co-conspiradora condenada, a respeito de possíveis planos para um jantar na propriedade de Epstein em Nova York.
A troca de mensagens parece dar continuidade a um encontro anterior entre os dois. “Os jantares na casa de Jeffrey são sempre agradavelmente informais e descontraídos. Espero vê-lo”, escreveu Maxwell.
A CNBC entrou em contato com Brin por meio do Google para comentar o assunto, mas não obteve resposta.
As conexões entre Epstein e Brin já haviam sido documentadas anteriormente, embora nenhuma acusação de irregularidade tenha sido feita.
Em 2004, Epstein teria indicado Brin como cliente ao JPMorgan Chase e posteriormente o colocou em contato com executivos do banco para aconselhamento tributário, segundo uma queixa apresentada pelo governo das Ilhas Virgens Americanas contra o JPMorgan Chase Bank em um tribunal distrital dos EUA. As Ilhas Virgens Americanas também intimaram Brin, em março de 2023, a apresentar documentos relacionados às interações de Epstein com o JPMorgan.
Além disso, documentos judiciais tornados públicos em 2024, relacionados a litígios envolvendo Maxwell, incluíram anexos nos quais a acusadora de Epstein, Sarah Ransome, alegou ter conhecido Brin e sua então noiva — hoje ex-esposa — Anne Wojcicki na ilha de Epstein.
Brin deixou o cargo de presidente da Alphabet, controladora do Google, em 3 de dezembro de 2019, afirmando na época que não era mais necessário na função. No entanto, permaneceu como acionista controlador e membro do conselho.
Ele retornou da semiaposentadoria no fim de 2023 para contribuir ativamente com as iniciativas de inteligência artificial da empresa, incluindo trabalhos no Gemini.
Mais detalhes sobre a relação entre Epstein e Steven Sinofsky, ex-executivo da Microsoft que supervisionou produtos importantes como Windows e Office, foram revelados nos arquivos mais recentes.
Os documentos mostram que Sinofsky buscou aconselhamento de Epstein sobre os termos de sua saída da Microsoft, após deixar a empresa em 2012.
Sinofsky, que hoje é sócio do conselho da empresa de venture capital Andreessen Horowitz, enviou então um e-mail a Epstein em setembro de 2013, cerca de três meses depois de a Microsoft anunciar os termos de seu acordo de aposentadoria de US$ 14 milhões, escrevendo: “Recebi o pagamento. Você também vai :)”.
Sinofsky continuou trocando e-mails com Epstein até 2018, discutindo suas finanças, perspectivas de carreira e eventos sociais em Nova York, San Francisco e Seattle.
Uma troca de e-mails de novembro de 2012 também parece mostrar Epstein mencionando um possível encontro entre Sinofsky e Tim Cook, da Apple, sobre oportunidades de trabalho. No e-mail, Epstein indica que havia falado recentemente com Cook, dizendo que “Tim Cook estava animado para se encontrar” com Sinofsky, embora o contexto não esteja claro. Meses depois, Sinofsky enviaria um e-mail a Epstein sobre um encontro com Cook.
Sinofsky se recusou a comentar. A Apple não respondeu a um pedido de comentário sobre a suposta interação entre Epstein e Cook.
A relação de Epstein com o cofundador da Microsoft Bill Gates, que aparece em divulgações anteriores de documentos, também tem sido alvo de intenso escrutínio nas últimas semanas após menções nos novos arquivos. Entre elas, estão rascunhos de e-mails escritos por Epstein para si mesmo, nos quais ele sugere ter ajudado a facilitar casos extraconjugais e encontros sexuais para Gates, entre outras alegações.
Em entrevista ao canal australiano 9News, na quarta-feira, Gates negou qualquer irregularidade em relação aos novos arquivos, classificando as alegações de Epstein como “absolutamente absurdas e completamente falsas”.
Ele enfatizou que suas interações com Epstein se limitaram a jantares voltados a possíveis discussões filantrópicas, acrescentando que “nunca foi à ilha” e “nunca conheceu nenhuma mulher”.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Mais lidas
1
NASA adia Artemis 2 após vazamento e redefine cronograma da volta humana à Lua
2
Raízen esclarece rumores sobre dívida bilionária após questionamento da CVM
3
Relatório aponta distorções bilionárias e crise de liquidez na Patria Investimentos; Fundo nega
4
Novo concorrente da poupança e das “caixinhas”: vale a pena investir no Tesouro Reserva?
5
Super Bowl LX: Por que Bad Bunny não recebeu cachê?