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Cuba suspende reabastecimento de voos internacionais em meio à pressão de Trump
Publicado 09/02/2026 • 08:25 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 09/02/2026 • 08:25 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
O governo cubano afirmou que companhias aéreas internacionais não poderão mais reabastecer no país devido à escassez de combustível, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar impor tarifas a qualquer país que forneça petróleo ao país comunista.
A liderança da ilha informou no domingo que Cuba ficará sem combustível de aviação a partir de segunda-feira, o que deve interromper operações de companhias aéreas que atuam no país, segundo a agência de notícias EFE, citando duas fontes.
A escassez de querosene deve persistir pelo próximo mês, afetando todos os aeroportos internacionais de Cuba.
Leia também: EUA anunciam US$ 6 milhões em ajuda humanitária a Cuba em meio a crise e bloqueio energético
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba e a Embaixada cubana em Londres não responderam imediatamente a um pedido de comentário da CNBC.
Trump, em uma ordem executiva emitida no fim de janeiro, afirmou que o governo cubano representa “uma ameaça incomum e extraordinária”, o que exigiria a declaração de emergência nacional.
O presidente dos EUA disse que os laços de Cuba com países como China, Rússia e Irã, as violações de direitos humanos e a liderança comunista desestabilizam a região “por meio da migração e da violência”.
Leia também: Cuba está ‘disposta a dialogar’ com EUA, mas ‘sem pressões’, diz presidente
Como parte do anúncio, Trump afirmou que tarifas dos Estados Unidos podem atingir países que forneçam qualquer tipo de petróleo a Cuba, seja de forma direta ou indireta.
O governo Trump vem tentando apertar o cerco dos Estados Unidos a Cuba desde 3 de janeiro, quando realizou uma ousada operação militar para depor o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, um aliado de longa data do governo cubano.
Diante do agravamento da crise energética, Cuba apresentou na sexta-feira um conjunto amplo de medidas destinadas a proteger serviços essenciais e racionar o fornecimento de combustível para setores estratégicos.
O plano inclui, segundo relatos, restrições à venda de combustível, o fechamento de alguns estabelecimentos turísticos, a redução da carga horária escolar e a diminuição da semana de trabalho em empresas estatais para quatro dias — de segunda a quinta-feira.
Leia também: Trump assina ordem para taxar países que vendem petróleo para Cuba
A Rússia, que mantém relações amistosas com Cuba, afirmou na segunda-feira que a situação do combustível em Havana é “verdadeiramente crítica” e que as tentativas dos Estados Unidos de aumentar a pressão sobre o país estão causando diversos problemas.
“A situação em Cuba é realmente crítica. Nós sabemos disso. Estamos em contato intenso com nossos amigos cubanos por meio de canais diplomáticos e outros. De fato, digamos que o estrangulamento dos EUA está causando muitas dificuldades ao país”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas na segunda-feira, segundo a agência estatal RIA Novosti.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, já havia declarado que a liderança do país condena, “nos termos mais enérgicos possíveis”, as ameaças tarifárias de Washington.
Em comunicado publicado em 30 de janeiro, Parrilla também acusou o governo dos Estados Unidos de recorrer a “chantagem e coerção na tentativa de fazer com que outros países se juntem à sua política de bloqueio contra Cuba, universalmente condenada”.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou na semana passada que seu governo pretende enviar ajuda humanitária a Cuba a partir de segunda-feira, acrescentando que o país trabalha para encontrar uma solução diplomática que permita retomar o envio de petróleo para a ilha caribenha.
O México havia suspendido o envio de petróleo bruto e produtos refinados a Cuba em meio à pressão do governo Trump.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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