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Brasil e EUA reúnem 500 líderes em Nova York para discutir parceria industrial
Publicado 11/05/2026 • 10:45 | Atualizado há 22 horas
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Publicado 11/05/2026 • 10:45 | Atualizado há 22 horas
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos realizam nesta segunda-feira (11), no The Glasshouse, em Nova York, a primeira edição do Brasil-U.S. Industry Day.
O evento reúne 500 líderes empresariais, investidores e autoridades governamentais para debater temas como minerais críticos, energia, saúde, tecnologias digitais e mecanismos de financiamento para investimentos de longo prazo.
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É a primeira vez que o setor privado dos dois países se encontra dentro da Brazilian Week, agenda anual que tradicionalmente reúne líderes globais para tratar de oportunidades econômicas. A programação, das 16h30 às 21h, inclui dois painéis e uma cerimônia de reconhecimento da CNI a empresas e lideranças que fortaleceram a relação bilateral nos últimos anos.
Os números da parceria são expressivos. Os EUA são o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira, segmento que concentra mais de 80% das vendas ao mercado norte-americano. Em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado aos americanos, foram criados 24,3 mil empregos e movimentados R$ 3,2 bilhões em produção.
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Do lado dos investimentos, os EUA são o maior investidor estrangeiro no Brasil, com estoque de US$ 232,8 bilhões em 2024. Empresas brasileiras, por sua vez, estão presentes em 23 estados americanos. Na última década, o saldo comercial entre os dois países foi positivo em US$ 101,3 bilhões no comércio de bens, e de US$ 274,5 bilhões quando incluídos os serviços.
O cenário favorável, porém, encontrou obstáculos recentes. Segundo análise da CNI com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões em 2025, queda de 6,7% em relação a 2024. A retração foi mais intensa nos preços do que nos volumes, reflexo direto das tarifas de importação impostas pelo governo americano.
Uma consulta inédita da entidade com exportadoras mostra que 58% das empresas que mensuraram os efeitos das medidas reportaram impacto negativo nas vendas. Dessas, 88% apontaram piora nas condições de negócio. Pequenas empresas sentiram mais o peso nos custos logísticos e na redução da produção; médias e grandes relataram queda nas vendas e necessidade de renegociar contratos.
Para tentar conter os danos, as exportadoras recorreram principalmente à negociação direta com clientes ou fornecedores americanos (53%), à busca por apoio institucional (47%) e à reformulação de estratégias comerciais (40%).
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Em setembro de 2025, a CNI liderou uma missão com cerca de 130 empresários a Washington para pressionar por canais oficiais de negociação.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o momento exige que a indústria se posicione como interlocutora da política econômica. “Há mais de 200 anos o Brasil e os EUA constroem uma relação comercial sólida, diversificada e cada vez mais orientada pela indústria, pela inovação e pelo investimento no setor produtivo. Em um cenário de comércio global mais incerto, fortalecer parcerias industriais estratégicas como essa é fundamental para garantir resiliência, segurança e crescimento sustentável”, afirma.
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