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Casa Branca manda ‘recados’ em tom de ameaça para Cuba e Colômbia
Publicado 03/01/2026 • 16:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 03/01/2026 • 16:50 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Andrew Caballero-Reynolds / AFP
A coletiva de imprensa em que o governo dos Estados Unidos detalhou o ataque à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro foi usada pela Casa Branca para ampliar o discurso político e diplomático na América Latina.
O presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio direcionaram declarações explícitas a Cuba e à Colômbia, sinalizando que outros governos da região podem entrar no radar de Washington.
Trump fez um alerta público ao presidente colombiano Gustavo Petro, a quem acusou de envolvimento com o tráfico de drogas e o envio de cocaína aos Estados Unidos. O presidente americano não apresentou provas nem detalhes adicionais, mas adotou um tom de intimidação.
“É melhor ele ficar esperto”, afirmou Trump, ao responder a perguntas sobre a atuação da Colômbia no combate ao narcotráfico.
A declaração ocorre em um contexto de endurecimento da política externa americana na região, especialmente após a ofensiva militar na Venezuela e o discurso de combate a organizações criminosas transnacionais.
Questionado por um repórter que se identificou como cubano, Trump indicou que a situação de Cuba deve ganhar espaço nas discussões do governo americano. Segundo ele, o tema será tratado futuramente.
“Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando”, disse o presidente. Em seguida, afirmou que os Estados Unidos pretendem “ajudar o povo de Cuba” e também “as pessoas que foram forçadas a sair do país”.
A fala reforça a sinalização de que Washington pode revisar sua estratégia em relação a Havana, em meio ao novo posicionamento regional adotado pela Casa Branca.
O secretário de Estado Marco Rubio elevou o tom ao comentar o papel de agentes estrangeiros na sustentação do regime venezuelano. Segundo ele, parte dos responsáveis pela segurança de Nicolás Maduro seria formada por cubanos.
“Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério”, afirmou Rubio. Ele acrescentou que, se estivesse em Havana e integrasse o governo local, estaria preocupado com os desdobramentos recentes.
A declaração associa diretamente o governo cubano à estrutura de apoio ao antigo regime venezuelano e reforça a leitura de que Cuba pode enfrentar maior pressão diplomática e política por parte dos Estados Unidos.
As falas de Trump e Rubio indicam que a ação militar na Venezuela não se limita ao país vizinho. O discurso sugere uma ampliação da pressão americana sobre governos latino-americanos considerados problemáticos por Washington, especialmente em temas ligados a narcotráfico, migração e segurança regional.
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Após a captura de Maduro, a Casa Branca passa a usar o episódio como referência para reforçar sua estratégia de influência na região, com sinais claros de que Cuba e Colômbia estão no horizonte imediato da política externa dos Estados Unidos.
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