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Preços de importação sobem de forma inesperada, enquanto custos de produtos da China atingem maior nível desde 2008

Publicado 17/07/2026 • 21:30 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • Os preços de importação subiram 0,3% no mês, já que a queda dos custos de energia foi mais do que compensada pelos aumentos em outras categorias.
  • Na comparação anual, os preços avançaram 7,1%, registrando a maior alta desde agosto de 2022.
  • A China teve participação nesse movimento, com os preços de importação subindo 0,9%, o maior avanço mensal desde janeiro de 2008, em um possível reflexo dos impactos das tarifas.

O custo dos produtos importados pelos Estados Unidos registrou um aumento inesperado em junho, enquanto os preços dos bens provenientes da China avançaram no maior ritmo mensal em mais de 18 anos, informou o Bureau of Labor Statistics (BLS) nesta sexta-feira (17).

Os preços de importação subiram 0,3% no mês, à medida que a queda dos custos de energia foi mais do que compensada pelos aumentos em outras categorias. Na comparação anual, os preços avançaram 7,1%, registrando a maior alta desde agosto de 2022. Economistas consultados pela Dow Jones projetavam uma queda de 0,8% em junho.

O relatório indicou que a expansão da infraestrutura voltada à inteligência artificial pode estar pressionando os preços, com aumento nos custos de computadores, periféricos e semicondutores.

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Além dessas categorias, o BLS informou que máquinas industriais e de serviços impulsionaram os custos, compensando uma queda de 0,4% nos preços de combustíveis e lubrificantes. Esse grupo havia registrado alta de 12,6% em maio.

A China também teve papel importante, com os preços de importação subindo 0,9%, o maior avanço mensal desde janeiro de 2008, em um possível reflexo dos impactos das tarifas. Em 12 meses, a alta foi de 1,3%, o maior ganho anual desde o período entre novembro de 2021 e novembro de 2022. Já os preços das exportações para a China caíram 0,2% em junho, mas acumulam alta de 7,4% em 12 meses, o maior avanço anual desde agosto de 2022.

De forma geral, o relatório mostrou que, embora a queda nos preços do petróleo tenha ajudado a reduzir custos em junho, a inflação dá sinais de estar se espalhando para além da energia, à medida que as empresas enfrentam uma variedade de custos mais elevados. Os preços de exportação caíram 0,6%, registrando a primeira queda mensal desde maio de 2025. Ainda assim, acumulam alta de 10,2% em 12 meses.

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No início desta semana, o BLS informou que tanto os preços ao consumidor quanto os preços no atacado recuaram, em grande parte devido à queda dos custos de energia, após o arrefecimento temporário das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

Autoridades do Federal Reserve (Fed) vêm enfrentando o desafio da inflação desde que os preços dispararam após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciados no fim de fevereiro.

Em audiências no Congresso realizadas nesta semana, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que não considera os dados mais fracos de inflação de junho como um sinal de que o trabalho do banco central para trazer a inflação de volta à meta de 2% esteja concluído. Os relatórios mostraram que os preços ao consumidor acumulam alta de 3,5% em relação ao ano anterior, enquanto os preços no atacado avançam 5,5%, apesar de ambos os indicadores terem recuado em junho.

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Na quinta-feira, a presidente do Fed de Dallas, Lorie Logan, afirmou que acredita que os juros básicos devam ficar “moderadamente mais altos” para enfrentar o problema da inflação. Da mesma forma, a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, também sugeriu nesta sexta-feira que a política monetária precisa permanecer mais restritiva.

Pela primeira vez durante meu mandato, estou ouvindo empresários dizerem que acreditam que precisamos agir para conter a inflação, e consumidores que não conseguem fechar as contas relatarem um crescente sentimento de desespero“, afirmou Hammack em uma publicação no LinkedIn.

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