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EXCLUSIVO CNBC: Mercado deve reorganizar rotas após crise do Estreito de Ormuz, diz CEO da Flexport

Publicado 07/08/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ryan Petersen, CEO da Flexport, afirmou que, apesar dos impactos imediatos, o mercado tende a encontrar alternativas para manter o fluxo do comércio internacional.
  • O executivo alertou que a redução da capacidade do Canal do Panamá pode aumentar os desafios para o transporte marítimo nos próximos meses.
  • Petersen avalia que os investimentos bilionários em data centers nos Estados Unidos devem impulsionar a demanda por transporte e logística.

O fechamento do Estreito de Ormuz no início da guerra no Oriente Médio obrigou empresas de transporte marítimo a reorganizarem suas rotas e elevou os custos logísticos globais.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO da Flexport, Ryan Petersen, afirmou que, apesar dos impactos imediatos, o mercado tende a encontrar alternativas para manter o fluxo do comércio internacional.

Segundo Petersen, apenas cerca de 3% das embarcações continuam transitando pelo estreito em relação ao período anterior ao conflito. As grandes companhias globais de transporte de contêineres deixaram de utilizar a rota devido aos riscos de segurança e ao aumento dos custos com seguros.

“Os mercados sempre encontram um jeito. Estão sempre redirecionando o fluxo.”

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O executivo também destacou que outro desafio logístico pode surgir nos próximos meses com a redução da capacidade operacional do Canal do Panamá, provocada pelas previsões de seca associadas ao fenômeno El Niño. Uma das alternativas é contornar o extremo sul da América do Sul, embora isso represente aproximadamente 22 dias adicionais de viagem.

Petersen explicou que mudanças recentes nas regras de transporte dos Estados Unidos também alteraram parte dos fluxos comerciais. Com o fornecimento de petróleo do Texas para a Califórnia utilizando o Canal do Panamá, o mercado passou a reorganizar cadeias logísticas para compensar as restrições impostas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.

O CEO também afirmou que o setor de transporte rodoviário pode ser beneficiado pelo crescimento dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

Segundo ele, a expansão de centros de dados nos Estados Unidos tem impulsionado a demanda por transporte de cargas e pode contribuir para a recuperação de um segmento que atravessa um período de desaceleração.

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