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China diz que acordo comercial com os EUA vai “drenar a economia de Taiwan” em benefício dos americanos

Publicado 21/01/2026 • 08:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A China criticou o acordo entre os Estados Unidos e Taiwan por “esvaziar” a principal indústria da ilha.
  • Pequim também condenou a administração do presidente Donald Trump por “usar Taiwan para conter a China”.
  • O pacto aprofunda os laços dos EUA com Taipei em um momento em que a China intensificou a pressão sobre a ilha.
Bandeia da China e Estados unidos sobrepostas, mas com rasgos

Depositphotos

A China voltou a intensificar as críticas ao acordo comercial entre Taiwan e os Estados Unidos, firmado na semana passada, alertando que o pacto favorece Washington ao mesmo tempo em que enfraquece a base industrial da ilha.

O acordo prevê a redução das tarifas dos EUA sobre as exportações de Taiwan para 15%, enquanto Taipei se compromete a realizar investimentos adicionais de bilhões de dólares em território americano.

Peng Qingen, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan da China, afirmou na quarta-feira que o acordo “apenas drenará os interesses econômicos de Taiwan”. Ele também criticou o Partido Democrático Progressista (DPP), partido governista da ilha, por permitir que os Estados Unidos “esvaziem” sua indústria estratégica. As declarações foram traduzidas do mandarim pela CNBC.

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Na semana passada, Pequim já havia declarado que se opõe “firmemente” a acordos firmados entre Taiwan e países que mantêm relações diplomáticas com a China, além de ter instado Washington a respeitar o “princípio de uma só China”.

A China considera Taiwan, que tem um governo democrático, parte de seu próprio território, e o presidente chinês Xi Jinping classifica a reunificação com o continente como uma “inevitabilidade histórica”. Taiwan rejeita essas alegações.

Pelo acordo, empresas taiwanesas farão investimentos diretos de cerca de US$ 250 bilhões nos Estados Unidos para construir e expandir operações tecnológicas, incluindo semicondutores e inteligência artificial. O governo de Taiwan também prometeu garantir US$ 250 bilhões em crédito para suas empresas de chips e tecnologia ampliarem a capacidade de produção em solo americano.

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As empresas de Taiwan também terão acesso a cotas maiores para a importação, sem tarifas, de seus chips para os EUA.

Em contrapartida, Washington reduzirá as tarifas sobre a maioria dos produtos taiwaneses de 20% para 15% e eliminará taxas sobre medicamentos genéricos e seus insumos, componentes de aeronaves e recursos naturais indisponíveis no mercado doméstico.

O objetivo é transferir 40% de toda a cadeia de suprimentos de semicondutores de Taiwan para os Estados Unidos, afirmou o secretário de Comércio, Howard Lutnick, à CNBC na quinta-feira.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, já se comprometeu a investir US$ 165 bilhões em fábricas de semicondutores e unidades de processamento nos EUA, além de um laboratório de pesquisa e desenvolvimento. Segundo informações, a empresa planeja construir de quatro a seis novas plantas, elevando o total para mais de dez.

Na quarta-feira, Pequim afirmou que os Estados Unidos estão “usando Taiwan para conter a China”, alegando que os custos de mão de obra na fábrica da TSMC nos EUA são mais que o dobro dos registrados em Taiwan.

A TSMC não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da CNBC.

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Segundo Peng, o DPP quer que a TSMC “aumente significativamente seus investimentos nos EUA, criando os chamados empregos bem remunerados para americanos, o que apenas destruirá as bases das indústrias da ilha”.

Especialistas apontam que o acordo dificilmente permitirá que Washington reduza de forma significativa sua dependência dos semicondutores mais avançados de Taiwan no curto prazo, já que Taipei mantém a política de concentrar sua tecnologia mais sofisticada no território doméstico.

Questionada sobre a declaração de Lutnick, a vice-primeira-ministra de Taiwan, Cheng Li-chiun, afirmou que a meta dos EUA de alcançar 40% de autossuficiência doméstica em chips, como prioridade de segurança nacional, não depende apenas de Taiwan, acrescentando que grandes fabricantes americanos e outros países também fazem parte do plano.

Taiwan domina a produção global de semicondutores, com a TSMC fabricando a maior parte dos chips mais avançados do mundo. Estima-se que quase um terço da demanda global por nova capacidade computacional seja atendida pela ilha.

O papel central de Taiwan na cadeia global de suprimentos de semicondutores também tornou a preservação de sua autonomia de fato diante de qualquer ataque chinês uma prioridade estratégica para os Estados Unidos e seus aliados.

O pacto aprofunda os laços da administração Trump com Taipei em um momento em que a China intensifica a pressão sobre a ilha.

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