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China reage a Trump e rejeita “ameaça chinesa” usada para pressionar a Groenlândia
Publicado 19/01/2026 • 13:21 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 19/01/2026 • 13:21 | Atualizado há 3 semanas
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A China reagiu nesta segunda-feira (19) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia e pediu que Washington abandone o que classificou como a “narrativa da ameaça chinesa” para justificar seus interesses estratégicos na região.
Questionado sobre o anúncio de tarifas americanas a países europeus envolvidos no impasse em torno da ilha, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim já deixou clara sua posição e cobrou respeito ao direito internacional.
“O direito internacional, baseado nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, é o fundamento da ordem internacional vigente e deve ser respeitado”, disse.
“Pedimos que os Estados Unidos parem de usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para obter ganhos privados.”
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A declaração ocorre após Trump anunciar tarifas progressivas sobre produtos de oito países europeus, condicionando a suspensão das medidas a um acordo para a “aquisição completa e total” da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.
O presidente americano justificou a pressão econômica alegando riscos à segurança internacional, afirmando que China e Rússia realizam exercícios militares no Ártico, o que, segundo ele, exigiria uma resposta mais dura dos Estados Unidos.
Leia também: Trump está “fazendo a China grande de novo”, diz pesquisa global
O governo chinês tem rebatido essas acusações e afirma que sua atuação na região busca paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável.
“Os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades no Ártico, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados”, afirmou Pequim em manifestações anteriores.
A escalada retórica sobre a Groenlândia ampliou as tensões entre os Estados Unidos e aliados europeus e provocou reações de líderes da União Europeia, que alertam para o risco de o tema aprofundar divisões no bloco ocidental e até beneficiar estrategicamente China e Rússia.
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