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China estabelece menor meta de crescimento do PIB já registrada para 2026

Publicado 04/03/2026 • 21:37 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Na quinta-feira (5) no horário local, a China definiu sua meta de crescimento do PIB para 2026 entre 4,5% e 5%.
  • Segundo informações, Pequim também fixou sua meta de déficit orçamentário em “cerca de 4%” do PIB.

NG HAN GUAN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente da China, Xi Jinping, participa da abertura da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CPPCC), no Grande Salão do Povo, em Pequim, na China, nesta quarta-feira, 4 de março de 2026. A China iniciou nesta quarta-feira, 4, a importante reunião política anual, durante a qual o país deve revelar as metas de crescimento, assim como seu orçamento militar, em um cenário global delicado. A conferência política definirá o rumo da segunda maior economia do planeta em 2026, mas também para os próximos cinco anos.

A China estabeleceu na quinta-feira (5), no horário local, sua meta de crescimento do PIB para 2026 em 4,5% a 5%, a meta mais baixa já registrada, informou a Reuters. A decisão ocorre enquanto Pequim enfrenta pressões deflacionárias persistentes e tensões comerciais com os EUA.

Isso representa uma leve revisão para baixo em relação à meta de “cerca de 5%” estabelecida nos últimos três anos e o objetivo mais modesto já registrado para a segunda maior economia do mundo, com exceção de 2020, quando Pequim não estabeleceu uma meta de crescimento devido à pandemia.

Pequim também teria fixado sua meta de déficit orçamentário em “cerca de 4%” do PIB, igualando-se à do ano passado, enquanto o principal órgão legislativo do país realizava sua reunião anual nesta semana.

O déficit de 4% foi o maior já registrado desde 2010, de acordo com dados obtidos pela Wind Information. O recorde anterior era de 3,6% em 2020.

Segundo a Reuters, as autoridades chinesas também mantiveram a meta anual de inflação ao consumidor estável em “cerca de 2%”. Estabelecida inicialmente para 2025, essa é a meta mais baixa em mais de duas décadas e sinaliza um reconhecimento implícito por Pequim da fraca demanda interna.

Deflação e tarifas

A meta de inflação funciona mais como um teto do que como um objetivo a ser alcançado. Ao longo de 2025, o crescimento dos preços foi nulo e de 0,7% quando excluídos os preços de alimentos e energia, já que a confiança do consumidor permaneceu baixa.

A reunião anual do parlamento chinês, conhecida como “Duas Sessões”, começou nesta quarta-feira (4) com a cerimônia de abertura da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês — o principal órgão consultivo de políticas.

A Assembleia Popular Nacional iniciou sua reunião na quinta-feira e deve encerrar sua sessão anual em 12 de março. O ministro das Relações Exteriores e os chefes de vários departamentos econômicos devem conceder coletivas de imprensa nesse período.

Embora a economia chinesa tenha crescido 5% no ano passado, o país entrou no quarto ano consecutivo de deflação, em meio à crise imobiliária, à fraca confiança do consumidor e ao endividamento dos governos locais. As vendas no varejo aumentaram 3,6% em 2025, e a deflação na porta da fábrica se aprofundou, caindo 2,6% em relação ao ano anterior.

O investimento em ativos fixos caiu 3,8% no ano passado — a primeira queda anual em décadas. O impacto negativo no setor imobiliário se intensificou, com o investimento despencando 17,2%.

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